Bush: economia americana “não está com todo seu potencial”

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Publicado domingo, 27 de abril de 2003 as 17:08, por: cdb

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, reconheceu em discurso neste sábado, que a economia do país “não está funcionando com todo o seu potencial” e defendeu seu plano de cortes de impostos para fazer com “que cresçamos mais rápido e criemos mais empregos”.

Bush dedicou seu habitual discurso pelo rádio dos sábados inteiramente à economia.

Ele é consciente de que, depois do sucesso da campanha militar no Iraque, a população começa a prestar mais atenção à economia, que no primeiro trimestre do ano cresceu apenas 1,6 por cento.

Nas últimas semanas, analistas lembraram que o governante pode repetir a história de seu pai, George Bush, presidente entre 1989 e 1993, que apesar de ganhar a guerra do Golfo Pérsico, em 1991, perdeu as eleições de 1992 para o democrata Bill Clinton devido aos maus resultados que obteve na economia.

O presidente afirmou que boa parte da recuperação da maior economia do mundo, que passou por um breve período recessivo no final de 2001, depende de o Congresso aprovar seu plano de corte de impostos no valor de 550 bilhões de dólares.

“As políticas corretas em Washington podem despertar a grande força desta economia e criar as condições para o crescimento e a prosperidade”, disse Bush em mensagem aos legisladores, que voltarão a se reunir na segunda-feira depois de um recesso nas duas câmaras.

Bush afirmou que a Câmara dos Representantes e o Senado terão de tomar “importantes decisões sobre o futuro da nossa economia”, em referência a seu plano, que “servirá para criar empregos e eliminar obstáculos para o crescimento econômico”.

O plano inicial de Bush, apresentado em janeiro, incluía um corte de impostos no valor de 726 bilhões, mas a oposição dos legisladores democratas e de alguns republicanos fez com que a Casa Branca reduzisse esse nível para 550 bilhões.

Ainda assim, aqueles que se opõem ao plano falam de um teto de 350 bilhões de dólares para os cortes por considerar que um número mais elevado poria em risco os indicadores macroeconômicos do país.

Bush disse que sua proposta criará mais de um milhão de empregos até o final de 2004, aliviará a carga fiscal para milhões de famílias e pequenas empresas, e beneficiará os aposentados ao eliminar a dupla tributação dos dividendos.

“O alívio fiscal é bom para as famílias e bom para toda a nossa economia. O plano de emprego e de crescimento que propus é justo, é responsável e é urgente. Por isso o Congresso deve aprová-lo em sua totalidade”, afirmou.