Bush diz que vai continuar na luta contra o terror

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Publicado quinta-feira, 28 de agosto de 2003 as 10:55, por: cdb

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta quinta-feira que seu Governo persistirá na luta contra o terrorismo em todo o mundo e defendeu a política adotada no Iraque apesar da resistência contra a ocupação militar e das críticas internas. “Tomamos a ofensiva contra o terrorismo e nos manteremos nessa ofensiva”, disse Bush em um discurso pronunciado ante uma conferência de ex-soldados da Legião Americana no estado de Missouri.

Bush reiterou sua doutrina sobre ataques preventivos ao dizer que “adotamos uma nova estratégia para este tipo de guerra: não esperaremos que os inimigos conhecidos nos ataquem. Iremos contra eles antes que ataquem nossas cidades e matem nossos cidadãos”. O presidente dos Estados Unidos aludiu aos episódios de violência no Iraque, e em particular, ao atentado contra a sede da ONU na semana passada, para afirmar que “a retirada ante o terror só convidaria a perpetrar novos atentados mais graves”.

Os terroristas, assegurou, “declararam guerra ao mundo civilizado e o mundo civilizado não se amedrontará”.

Desde o atentado contra a sede da ONU em Bagdá, onde morreram vinte pessoas, entre elas o enviado especial da organização, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, o Governo Bush recebeu numerosas críticas que consideram o número de tropas americanas enviadas ao Iraque insuficiente para garantir a segurança e que o país deve optar por aumentar seus efetivos ou se retirar. “Estamos em uma ofensiva contra o terrorismo e seguiremos nela “, declarou o presidente, que aludiu aos atentados de 11 de setembro de 2001 para argumentar a favor de sua política.

O discurso de Bush, transmitido para todo o país pela maioria das cadeias de televisão, aconteceu depois que o Pentágono divulgou o número de soldados mortos na “pós-guerra” que supera as baixas durante a guerra. Um soldado americano morreu hoje quando uma bomba explodiu contra um comboio militar na cidade iraquiana de Hamariya, o que eleva para 139 o número de mortos norte-americanos desde o fim da guerra anunciado por bush no último dia 1 de maio. Deles, 62 morreram pelo o que o Pentágono descreve como “fogo hostil” e os restantes 77 por acidentes, doenças e outros fatos.

Desde que começou a guerra contra o Iraque, no dia 19 de março, até o final da campanha militar, morreram 138 soldados norte-americanos. O constante gotejamento de mortos e a escalada de atentados no Iraque abriu um debate público sobre a necessidade de aumentar o número de tropas para garantir a segurança e fez surgir, entre o público, os primeiros sinais de desgaste pela campanha militar.

Atualmente, o número de soldados norte-americanos no Iraque está em torno de 140 mil. Cerca de outros 30 mil estão na zona do Golfo Pérsico. O Governo americano considera que não há necessidade de aumentar o número de tropas no Iraque e acredita que a melhor solução é aumentar a participação de outros países e dos próprios iraquianos.