Bush diz que perdeu paciência com líder da Síria

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Publicado quinta-feira, 20 de dezembro de 2007 as 20:59, por: cdb

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta quinta-feira que “há muito tempo” perdeu a paciência com o presidente da Síria, Bashar Al-Assad, e descartou o início de um diálogo com o líder sírio.

Segundo o presidente americano, “a razão (de ter perdido a paciência com Assad) é porque ele dá abrigo ao (grupo palestino) Hamas, dá suporte ao (grupo libanês) Hezbollah, suicidas deixam seu país rumo ao Iraque e ele desestabiliza o Líbano”.

Tanto o Hamas como o Hezbollah são considerados “organizações terroristas” pelos Estados Unidos.

— Ele (Assad) não precisa de uma ligação telefônica, ele sabe exatamente qual é minha posição —, disse Bush que fez as declarações a menos de três semanas de uma viagem que realizará pelo Oriente Médio, em que visitará a Cisjordânia, Israel e outros países da região – mas não a Síria.

Iraque

Em sua última coletiva do ano, Bush também voltou a advertir a Síria a “ficar fora do Líbano”, que vive uma crise política e está há quase um mês sem um presidente.  Síria e Estados Unidos se acusam mutuamente de desestabilizar o país.

O bloco parlamentar libanês pró-Ocidente e a oposição pró-Síria já escolheram um candidato a presidente, o general Michel Suleiman, mas permanecem divididos quanto à composição do novo gabinete de governo.

Também nesta quinta-feira, o ministro do Exterior da Síria, Walid Muallen, disse que os Estados Unidos “têm prejudicado os esforços franco-sírios de encontrar uma solução” para a crise no país.

Na coletiva, Bush também falou sobre vários outros assuntos. Sobre o Iraque, por exemplo, o presidente disse que não está satisfeito com o progresso político no país, onde milhares de soldados americanos permanecem estacionados.

O presidente americano disse que o Iraque tem um governo que funciona, capaz de aprovar leis e um orçamento – mas advertiu que é crucial que melhore a relação entre o governo central e as províncias.

Bush também pediu que sejam amenizadas as restrições impostas aos ex-membros do partido Baath, de Saddam Hussein.