Bush diz que nova resolução será simples

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Publicado sábado, 22 de fevereiro de 2003 as 17:50, por: cdb

O presidente George W. Bush, anunciou hoje, sábado, que os EUA apresentarão no início da próxima semana uma resolução ao Conselho de Segurança da ONU que afirmará em “termos claros e simples” que o Iraque não está se desarmando.

Bush fez esta declaração ao término de uma reunião de dois dias com o presidente do Governo espanhol, José María Aznar, no rancho de Crawford (Texas), onde foram analisados os termos desta segunda resolução da qual a Espanha será provavelmente co-autora, junto com o Reino Unido.

Os presidentes Bush e Aznar informaram em entrevista coletiva que durante suas reuniões falaram em conjunto por telefone com os primeiros-ministros do Reino Unido, Tony Blair, e da Itália, Silvio Berlusconi, para discutir uma estratégia a respeito do Iraque.

O presidente do Governo espanhol, referindo-se aos EUA, afirmou que “estamos preparados para lutar juntos contra as armas de destruição em massa e o terrorismo”.

A Espanha, segundo infomou o Governo espanhol, considera que é muito importante responder a um pedido de cooperação para acabar com o terrorismo internacional.

Bush insistiu em entrevista coletiva que o Conselho de Segurança tem que tomar uma “decisão clara” a respeito do Iraque e afirmou que “o mundo estará observando” sua atuação.

“O Iraque não está cumprindo com a resolução 1441”, reiterou o presidente americano.

A resolução 1441, aprovada em novembro, exige que o Iraque elimine as armas de destruição em massa que segundo os EUA tem.

A Casa Branca espera que a nova resolução possa se submeter à votação a partir de 10 de março, uma vez que o chefe da missão de inspeção de armas da ONU, Hans Blix, apresente seu novo relatório, no dia 7 desse mês.

Bush e Aznar, por outro lado, reduziram a importância das diferenças manifestadas por Rússia, China e França (países com direito de veto no Conselho) a respeito da crise iraquiana.

O presidente americano lembrou que se trata de uma situação parecida com a que aconteceu antes da aprovação da resolução 1441.

Aznar afirmou a respeito dessas diferenças que fica “muito difícil pedir que se esteja de acordo com algo que ainda não existe”.