Bush declara que ainda não decidiu sobre envio de tropas para a Libéria

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Publicado sábado, 5 de julho de 2003 as 16:08, por: cdb

O presidente americano, George W. Bush, declarou neste sábado que ainda não tinha tomado uma decisão sobre o envio de tropas à Libéria, mas destacou que a partida do presidente liberiano, Charles Taylor, era “a primeira etapa” de qualquer solução no país, que vive quase 14 anos de violência.

– Taylor deve partir. A condição de todo avanço na Libéria é sua saída – disse Bush, destacando que seu secretário de Estado, Colin Powell, transmitiria essa mensagem ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

Apesar de os meios de informação americanos destacarem que Bush estaria considerando o envio de 500 a 1.000 soldados para reforçar o cessar-fogo na Libéria, o presidente disse neste sábado que não tem informação suficiente para tomar tal decisão.

No entanto, o comandante militar americano na Europa, o general James Jones, recebeu ordens de planejar uma possível intervenção na Libéria, informaram funcionários da Defesa. Já envolvidos em outros conflitos mundiais, os militares americanos têm se mostrado contrários à idéia do envio de tropas.

Powell disse que o Conselho de Segurança Nacional se reuniria ainda neste sábado para considerar “a grave crise humanitária” que está começando nessa nação da África Ocidental.

Em Monróvia, milhares de liberianos marcharam pelas ruas da capital implorando a Bush que envie tropas para ajudar a conter o derramamento de sangue provocado pelos rebeldes e as forças de Taylor.

Bush, que na próxima semana inicia seu primeiro tour pela África, disse esperar que sua viagem ajude a melhorar a imagem dos EUA após a guerra no Iraque.

Ele quer corrigir a impressão de indiferença dos EUA com relação à África ao mostrar a América como um bom parceiro comercial e um país preocupado com o problema da aids. Bush propôs um plano de US$ 15 bilhões para ajudar a combater a aids na África e no Caribe.

De 7 a 12 deste mês, Bush visitará Senegal, África do Sul, Botsuana, Uganda e Nigéria.