Bush assegura: “Nada vai nos deter”

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Publicado sexta-feira, 3 de setembro de 2004 as 09:33, por: cdb

O presidente George W. Bush declarou que a liberdade e a segurança futura dos Estados Unidos dependem do que for feito pelo governo atual e prometeu manter a luta pelo que chamou de “um mundo mais seguro”.

– Vamos construir um mundo mais seguro e Estados Unidos mais esperançosos. E nada vai nos deter – disse Bush, que repetiu a frase várias vezes.

Ao discursar no final da noiite desta quinta-feira na convenção do Partido Republicano que homologou sua candidatura à reeleição, Bush disse que os Estados Unidos vão “se manter na ofensiva, atacando os terroristas onde eles estiverem, para que não tenhamos que enfrentá-los em casa”.

– Este momento na vida de nosso país será lembrado. Gerações no futuro vão saber se mantivemos nossa fé e nossa palavra – disse ele.

Bush disse que, ao aceitar a mesma indicação do Partido, há quatro anos, ninguém poderia imaginar o que os últimos anos iriam trazer para o país, para a política e para a economia.

O discurso de Bush, transmitido para toda a nação, marcou o encerramento da convenção republicana em Nova York, a cidade que foi palco dos acontecimentos de 11 de setembro de 2001, que provocaram grandes transformações no país e no governo, levando entre outros fatos ao endurecimento nas medidas de segurança.

– Concorro à presidência com uma proposta clara de construir um mundo mais seguro, uma América com mais esperança e nada vai nos impedir – disse o presidente dirigindo-se aos delegados do partido.

Bush voltou a acusar seu adversário, John Kerry, de adotar uma posição de fraqueza no que se refere ao combate ao terrorismo e à política externa dos Estados Unidos. Segundo afirmou, o Paquistão, Afeganistão e Arábia Saudita são países mais seguros hoje graças à política dos Estados Unidos enquanto no Iraque, os norte-americanos estão vencendo a guerra, acrescentou.

Também voltou a acusar Kerry de votar contra a liberação de verbas para manter as tropas norte-americanas nas frentes de combate. Ainda no plano externo, Bush fez um agradecimento ao apoio recebido dos aliados norte-americanos na guerra contra o Iraque, como a Inglaterra, Austrália, Itália, Espanha e outros países que se juntaram aos EUA na guerra do Iraque. 

Bush também falou de assuntos internos e prometeu trabalhar pela simplificação do sistema de impostos, de maneira a facilitar as atividades das empresas e dos cidadãos. O presidente se comprometeu a adotar medidas para estimular os investimentos, a criação de empregos, manter a política de redução de impostos e ampliar a oferta de créditos para os pequenos negócios.

Tudo isso, segundo ele, para fazer dos Estados Unidos, “um lugar ainda melhor para se fazer negócios”. Prometeu, ainda, se esforçar para derrubar as barreiras comerciais existentes no mundo globalizado, para que os produtos americanos cheguem mais facilmente aos mercados de todo o mundo. Esta será, segundo ele, uma maneira de criar mais empregos, nos Estados Unidos. Também apontou como essencial a redução da dependência externa de fontes de energia.

No plano social, anunciou que pretende buscar um acordo com a oposição democrata para garantir uma reforma no seguro social e no sistema de saúde, com o objetivo de garantir maior assistência aos idosos e aposentados.

– O governo deve ajudar as pessoas a melhorar suas vidas e não arruiná-las – disse o presidente, ao prometer mais ajuda para os idosos. Entre outros pontos, anunciou a intenção de garantir um seguro para medicamentos para todos os aposentados.

Bush também anunciou mudanças no sistema educacional para, segundo afirmou, melhorar o nível de ensino, de maneira que os jovens saiam melhor preparados para enfrentar o mercado de trabalho.

O presidente disse que suas propostas estão na internet e recomendou a todos que desejem obter mais detalhes de seu programa de governo que consultem o site: www.georgebush.com