Britânicos tratam angina com calça vibratória

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Publicado terça-feira, 5 de outubro de 2004 as 14:09, por: cdb

Pacientes que sofrem de angina na Grã-Bretanha agora podem contar com um novo tratamento: o uso de calças vibratórias.

O tratamento, conhecido como EECP (Enhanced External Counterpulsation, ou “contra-pulsação externa aumentada”) aumenta o fluxo sangüíneo para o coração.

Faixas infláveis, como as usadas para medir a pressão sangüínea, são colocadas em volta das canelas, coxas e nádegas dos pacientes.

As faixas inflam e desinflam com cada batimento cardíaco, empurrando o sangue das pernas em direção ao coração, enquanto um monitor acompanha o ritmo dos batimentos.

A angina acarreta uma sensação de dor e compressão ou ardência no peito.

Ela ocorre quando as principais artérias do coração estão parcialmente ou completamente bloqueadas, privando o músculo cardíaco de oxigênio e nutrientes.

Tratamentos

Tratamentos convencionais incluem medicamentos e cirurgias como as de ponte de safena e angioplastia, por exemplo. Eles melhoram o fluxo do sangue e reduzem a carga do coração.

Em alguns pacientes, nenhum desses tratamentos se mostra eficaz.

Os cardiologistas da Clínica Yorkshire, que está oferecendo o tratamento, acreditam que esses pacientes que podem se beneficiar do EECP.

O tratamento é feito em sessões de uma hora feitas em cinco dias na semana, durante sete semanas.

Durante cada sessão, o paciente fica deitado em uma cama especial, com as faixas colocadas em volta de suas pernas.

Quando o coração está em repouso, as faixas se estufam e depois se esvaziam de novo pouco antes de cada batimento cardíaco.

A seqüência de movimento das faixas faz com que aumente o fluxo de sangue para o coração e estimula pequenos vasos sangüíneos novos a crescerem em volta das artérias bloqueadas para alimentar o coração.

Chris Morley, cardiologista da clínica, ficou satisfeito com os resultados.

“Nós já tratamos de 30 pacientes nos últimos 18 meses e os resultados não apenas superaram as nossas expectativas, mas um pequeno número de pacientes se deu tão bem que sua vida se transformou.”

O tratamento completo custa 10,5 mil (pouco mais de R$ 53,5 mil).