Briatore diz que se sacrificou pela equipe

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Publicado quinta-feira, 17 de setembro de 2009 as 09:39, por: cdb

Flavio Briatore disse que se sacrificou para salvar a equipe Renault de Fórmula 1, mas será preciso mais do que a saída do italiano para compensar o dano feito pelas revelações de fraude.
“O pior ato de trapaça na história do esporte”, declarava o título da contrapágina do jornal Times nesta quinta-feira.

– Eu estava somente tentando salvar a equipe – afirmou Briatore, depois que a Renault anunciou que ele e o engenheiro chefe Pat Symonds deixaram o time depois de acusações de que arranjaram o Grande Prêmio de Cingapura no ano passado ao ordenar que o piloto Nelsinho Piquet batesse de propósito.

– É meu dever. É por isso que saí – disse ele ao jornal britânico, cujos comentaristas enfatizaram a potencial natureza letal de tal acidente e retrataram um esporte doente e carente de perspectiva moral.

O tricampeão austríaco Niki Lauda, que quase morreu em um acidente em 1976 em Nurburgring, disse que o escândalo marcou uma nova baixa e que a FIA precisa tomar medidas.

– O escândalo de espionagem da McLaren dois anos atrás foi extremamente sério, mas os mecânicos sempre discutiram dados técnicos entre eles – disse ele ao Daily Mail, referindo-se à controvérsia que custou à McLaren uma multa de US$100 milhões.

– Isso, contudo, é novo. O maior escândalo da história. Agora a FIA deve punir a Renault rigorosamente para restaurar a credibilidade do esporte – disse.

O chefe comercial da F1, Bernie Ecclestone, que divide o controle do clube Queens Park Rangers da Premier League com Briatore, se recusou a defender um homem que é visto como seu eventual sucessor.

– É uma pena que Flavio tenha terminado sua carreira na F1 dessa maneira – disse o homem de 78 anos ao Daily Mirror.

– Não dá para defender ele. O que fez foi completamente desnecessário. É uma pena que tenha acontecido. O esporte se recuperou de tantas coisas quando as pessoas afirmavam que ele havia acabado e ele vai se recuperar disso. A F1 deveria ter acabado quando Ayrton Senna morreu. Deveria ter acabado quando Michael Schumacher se aposentou – disse.