Brasil terá 25 milhões de computadores em uso em dois anos

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Publicado quarta-feira, 19 de março de 2003 as 16:48, por: cdb

Até o final de abril, haverá 18 milhões de computadores em uso no País, somadas as bases instaladas em ambiente doméstico e corporativo. Em dois anos, o número de máquinas em funcionamento deve chegar a 25 milhões. É o que aponta a 14ª Pesquisa Anual de Administração de Recursos de Informática, realizada pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O levantamento mostra ainda que as empresas instaladas no País destinaram 4,7% do faturamento líquido ao longo do ano passado para a tecnologia da informação. Em 2001, o índice não foi muito inferior e ficou em 4,5% da receita. De acordo com o coordenador da pesquisa, Fernando Meirelles, a maior parte dos gastos corporativos com TI é destinada a serviços, incluindo mão-de-obra. “Cada vez menos as empresas gastam com hardware e haverá um momento em que o investimento em equipamento será apenas para atualização da base”, afirma.

Em 2002, segundo a pesquisa, o custo por teclado (gastos e investimentos totais no ano, dividido pelo número de teclados) foi de US$ 10 mil, valor 20% inferior aos US$ 12 mil gastos por teclado em 2001. Em moeda nacional, entretanto, o cenário foi outro. Os gastos chegaram a R$ 31 mil, 10% acima do montante desembolsado no ano anterior. “O que mais chama a atenção na pesquisa é que, embora o ambiente fosse de pessimismo, houve crescimento nos gastos de TI”, afirma.

E-commerce

A FGV divulgou ainda os resultados da 5ª Pesquisa de Comércio Eletrônico no Mercado Brasileiro, que avaliou a adoção dessa modalidade de negócios em 420 empresas em diversos ramos de atividade. No ano passado, as transações B2B representaram 2,39% do valor total negociado entre empresas.

Na categoria B2C, os negócios online representaram 0,79% do faturamento do setor varejista. “As transações B2C movimentaram cerca de US$ 2 bilhões e as negociações online entre empresas chegaram a US$ 5,8 bilhões”, afirma o coordenador da pesquisa, professor Alberto Luiz Albertin.

Embora os volumes transacionados via Internet tenham aumentado consideravelmente no último ano, as empresas não efetuaram gastos expressivos com infra-estrutura de comércio eletrônico. De janeiro a dezembro, o setor de indústria investiu, em média, 0,25% da receita líquida em ferramentas de e-commerce. No comércio, o investimento foi de 0,66% da receita e no setor de serviços, 1,25%.