Brasil tenta segunda vitória no Mundial de Vôlei contra os EUA

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Publicado domingo, 29 de setembro de 2002 as 23:07, por: cdb

Para ficar com o caminho mais fácil na segunda fase, o Brasil busca a vitória diante dos EUA, nesta segunda-feira, pela segunda rodada do grupo E do Mundial Masculino de Vôlei, que está sendo realizado na Argentina.

Conhecido por seu jogo altamente tático, os norte-americanos apostam na experiência do levantador Lloyd Ball, um dos melhores do mundo atualmente. O próprio técnico do Brasil, Bernardinho, admite o receio com o jogo do atleta. ‘O Ball voltou muito bem e é um ponto a mais para eles. Será um jogo extremamente difícil’, aponta.

A dificuldade é provocada, principalmente, pelo fato de os EUA terem ficado fora da Liga Mundial. ‘Eles fizeram uma tática diferente e não jogaram a Liga por questões comerciais. Fizeram uma coisa mais racional e se prepararam muito bem para o Mundial. São os adversários mais fortes e perigosos’, explica.

Velho conhecido de Bernardinho, o técnico sabe que os norte-americanos terão um jogo defensivo muito forte, com estudo muito alto de praticamente todas as jogadas brasileiras. ‘A força dos EUA é o sistema defensivo. Eles estão sacando melhor do que na temporada passada e sempre estudam muito o jogo do adversário’, lembra.

Os jogadores sabem que precisarão improvisar para superar o bloqueio adversário. ‘Temos de jogar o que sabemos e até mudar as coisas algumas vezes. Será um jogo muito estudado’, comenta Nalbert, que ainda é dúvida para a partida e poderá dar lugar, mais uma vez, ao ponta Dante.

O ponta André Nascimento explica que o jogo será complicado e poderá decidir o futuro do Brasil. ‘Sabemos que será a partida mais difícil. É um time pedreira e muito difícil de se enfrentar. Temos de ter calma para vencer e pegar até uma chave mais fácil, teoricamente, na segunda fase’, aponta.

Caso o Brasil vença a partida, ele praticamente a liderança do grupo e deverá enfrentar o vencedor do grupo D (provavelmente a Iugoslávia), o segundo do F (República Tcheca, Cuba ou Holanda) e o terceiro dos grupos A, B ou C.

Já uma derrota deve colocar a seleção brasileira na segunda posição do grupo, o que poderia fazer com que o país enfrentasse uma chave com Rússia e Holanda na segunda fase. ‘Será um caminho mais complicado, se ficarmos em segundo, mas não podemos nos apavorar. Temos condições’, explica Bernardinho.

Nos confrontos diretos, o Brasil leva vantagem com 74 vitórias contra 50 do adversário. Nas últimas seis vezes em que se enfrentaram, os brasileiros saíram vitoriosos em cinco oportunidades.