Brasil tem dívida histórica com o livro e a leitura

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Publicado quarta-feira, 7 de outubro de 2009 as 14:58, por: cdb

O Brasil tem uma dívida histórica com o livro e a leitura, na avaliação do ministro da Cultura, Juca Ferreira, que afirma que houve um razoável abandono dessa área no país. Ele comparou a realidade brasileira, na qual a tiragem média de um livro é de 5 mil exemplares, com a de Cuba onde cada título tem uma tiragem de 100 mil.

Para o ministro, sem livro e sem leitura não há objetividade na construção de uma sociedade complexa. Ele acredita ainda que é preciso que os alunos sejam treinados a ler.

– É preciso que no dia a dia da sala de aula, o livro seja apresentado de forma prazerosa –, defendeu durante solenidade de abertura do 21º Fórum Nacional Mais Livro, Mais Leitura nos Estados e Municípios. O evento tem o objetivo de discutir o acesso ao livro e à leitura.

Presente à abertura do evento, o secretário executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), José Castilho Neto, disse que o povo brasileiro não pode ficar à margem do direito à leitura.

– Era chegada a hora de o brasileiro exercer seu direito à leitura, esse direito somado a outros direitos fundamentais e civis, poderiam levar o país à plena cidadania.

O presidente do Instituto Pró-Livro (IPL), Jorge Yunes, falou sobre a intenção de reunir governo e sociedade civil para a realização de um projeto para implementação de medidas de incentivo à leitura, com o objetivo de melhorar os indicativos de leitura do país.  Yunes afirmou que é preciso cativar os leitores, para tornar a leitura um hábito prazeroso.

– Não é possível cativar os leitores se eles não entendem o que leem.

O secretário de alfabetização, educação continuada e diversiade do Ministério da Educação, André Lázaro, lembrou que 65 milhões de brasileiros não tem o ensino fundamental completo, e que para esses brasileiros só o fato de os filhos estarem na escola já é uma vitória.

Porém, segundo ele, é preciso saber se as crianças estão realmente aprendendo nas escolas. – O direito de aprender é o nosso principal lema –, defendeu.