Brasil segue sem vitória com Parreira

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Publicado quinta-feira, 1 de maio de 2003 as 00:14, por: cdb

O Brasil não passou de um empate em 0 a 0 contra o México, nesta quarta-feira, no estádio Jalisco, em Guadalajara. E se Carlos Alberto Parreira segue sem vencer desde seu retorno à seleção -já são três partidas-, ele ao menos tem seus álibis. Um deles, possivelmente, é que ainda não pôde contar com o melhor jogador do mundo, segundo a Fifa, em sua seleção.

Ao comentar que Ronaldo ainda não havia “estreado” com ele na seleção, Parreira esperava que o atacante do Real Madrid, que concordou com a “brincadeira”, reeditasse com a camisa amarela suas últimas atuações pela clube espanhol. Mas, exceção feitas à dribles frustrados e chutes para fora, o “Fenômeno” pouco apareceu em campo.

O México começou pressionando a saída de bola do Brasil. Tanto que nos primeiros minutos o time de Parreira chegou ao campo de ataque somente nos chutões de Dida e numa arrancada de Belletti que, sozinho, conseguiu um escanteio. Após a cobrança, o juiz marcou impedimento de Zé Roberto.

Tamanha era a dificuldade dos meias brasileiros em organizarem as ações ofensivas que o zagueiro Edmílson, na ânsia de tirar a bola do campo do Brasil, tentou apoiar, adiantou demais de bola e acabou comentendo um falta violenta num adversário. O árbitro não aplicou o cartão amarelo.

A primeira chance de gol surgiu aos cinco minutos. E foi do México. Com a defesa brasileira em linha, Bravo recebeu lançamento e ficou, sozinho, na cara de Dida. O goleiro saiu e dividiu com o atacante, mas a bola seguiu em direção ao gol brasileiro e, por pouco, não entrou.

O time da casa, animado, seguiu em cima da defesa brasileira, que continuava a dar espaços. Bravo fez jogada pela direita e cruzou para a área. Borgetti matou no peito, mas não conseguiu o domínio. A bola sobrou para outro jogador do México, mas o árbitro marcou impedimento.

E Ronaldo, que havia prometido “estrear” sob o comando de Parreira, aparecia pouco no jogo. Quando o fazia, errava. Quando tentou um lance em cima de Carmona, acabou desarmado e, de quebra, levou o drible. Em outra, arriscou um lançamento para Amoroso. A bola saiu pela lateral direita.

Sentindo o duelo “fácil”, a torcida mexicana empurrava o México à frente. Em rápido ataque, Bravo, mais uma vez, ficou livre na entrada da área brasileira. Ele preteriu se aproximar do gol e chutou de fora da área. Dida fez a defesa.

Isolados, Amoroso e Ronaldo começaram a buscar o jogo no meio-campo. Aos 19min, o jogador do Borussia Dormund, que substituía Rivaldo, recebeu no meio, se livrou de um adversário e lançou Ronaldo na esquerda. O “Fenômeno”, marcado de perto por Carmona, tentou outro drible. Acabou, mais uma vez, sem a bola.

Aos 26min, foi a vez de Borgetti começa a dar trabalho à defesa brasileira. Ele foge da marcação para receber lançamento de Pardo mas, seguro por Polga, acaba no chão. A falta custa ao zagueiro brasileiro o primeiro cartão amarelo da partida.

Aos 29min, o México volta a ameçar. Borgetti é lançado e entra, sozinho, pela lado esquerdo da área do Brasil. Mas ele escorrega e dá tempo para Edmílson cortar a jogada.

Numa tentativa de ajudar na marcação, Ronaldinho Gaúcho acaba tomando cartão amarelo aos 34min. Ele perdeu a bola no ataque e, ao fazer a cobertura de Belletti, comete falta dura em cima da Arellano. Na cobrança, Bravo levanta para a área e Borgetti cabeceia forte, mas em cima de Dida.

E Belletti, sempre constestado, seguia como o jogador mais “ousado” de um Brasil que não chutava a gol. Em jogada individual, ele sofre falta aos 38min. Ronaldinho Gaúcho levanta na área, mas a zaga afasta.

Aos 39min, foi a vez de Júnior fazer tabela com Zé Roberto e chegar à linha de fundo pela primeira vez. No cruzamento, a defesa do México se antecipou e cortou a jogada.

Um minuto depois, novamente o México leva perigo. E de novo Borgetti. Pardo levanta na área e Bravo ajeita, pelo alto, para o camisa 9. Sem o tempo da bola, ele cabeceia alto, sem direção, sobre o gol de Dida.

Aos 41min, o México teve