Brasil pode liderar combate à pobreza no mundo

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Publicado quarta-feira, 15 de setembro de 2004 as 09:11, por: cdb

O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, embarca no próximo domingo para Nova Iorque. Ao lado do presidente Lula, ele participa de uma reunião com representantes de 55 países dispostos a debater ações contra a fome e a pobreza. Em entrevista à Agência Brasil, o ministro adiantou que pretende contribuir com as discussões apresentando os resultados do Programa Fome Zero. Segundo ele, a iniciativa dá “condições morais” ao país para liderar o esforço contra a miséria no mundo.

– A articulação e divulgação internacional do Fome Zero estava, até o momento, por conta do Ministério das Relações Exteriores. A partir de agora, vamos interagir e participar um pouco mais disso – revela Patrus.

Para o ministro, a partir do encontro em Nova Iorque, o Fome Zero ganha uma nova dimensão.

– O presidente Lula teve um ato inaugural quando pela primeira vez colocou o problema da fome no campo das políticas públicas, como dever do estado em todos os níveis, estado nacional, membros, unidades federada e municípios.

Atualmente, a principal linha de ação do Fome Zero é o Bolsa-Família, programa de transferência de renda que já beneficia cerca de 5 milhões de famílias. Outro importante projeto é executado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que, em 18 meses de governo, comprou e distribuiu produtos da agricultura familiar com investimentos de R$ 120 milhões. Entre os alimentos adquiridos pelo governo estão o milho, o feijão, o arroz e a farinha de mandioca.

– Nós sabemos que muitos países aí defendem o livre comércio e a globalização são muitos vigorosos na defesa dos seus interesses. Como dizia um estadista inglês no começo do século XX, o livre mercado é perfeito desde que não prejudique os interesse da Inglaterra – lembra Patrus Ananias.

– Por mais importante e legítima que seja a sociedade, as organizações não-governamentais e o mercado, a história ensina que o Estado tem a representatividade para pensar o país a curto, médio e longo prazo.