Brasil e China negociam acordo sobre petróleo e energia

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Publicado sexta-feira, 3 de setembro de 2004 as 12:19, por: cdb

Brasil e China estão concluindo um novo acordo no setor petroleiro e elétrico como resultado da recente visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao gigante asiático, anunciou nesta sexta-feira a ministra brasileira de Minas e Energia, Dilma Rousself.
– Ainda está sendo negociado, mas posso dizer que tudo caminha bem e que se trata de um acordo de investimentos mútuos, não de um trato comercial – disse ela.

A ministra encerrou em Pequim uma exposição de quatro dias na qual as grandes empresas brasileiras, estatais e privadas, divulgaram seus produtos e serviços com o objetivo de entrar no grande mercado chinês.

O iminente acordo energético envolve as companhias estatais de petróleo e energia do Brasil e da China, Petrobras e Sinopec, e as elétricas, Eletrobrás e a Corporação Elétrica da China, explicou Dilma, que se reuniu com as autoridades do ministério do Comércio chinês para estabelecer as diretrizes.

– O Brasil acentuará o comércio com a China e fomentará as relações bilaterais em todos os aspectos, principalmente no setor energético – disse.

Embora tenha se referido à intenção de intensificar também os intercâmbios culturais, “não só o futebol e o carnaval”, o caráter da exposição foi predominantemente empresarial e, entre as dezenas de mostruários, podiam ser vistos apenas dois dedicados ao artesanato e à gastronomia.
Entre outros, destacava-se o stand da Vale do Rio Doce, que recentemente assinou um contrato com a chinesa Xangai Baosteel para construir duas usinas siderúrgicas no Brasil com uma capacidade produtiva de 4 milhões de toneladas de aço ao ano.

– Nesta ocasião, o objetivo não era fazer grandes negócios -embora tenham sido assinados acordos a curto e médio prazo- mas abrir uma porta ao entendimento entre chineses e brasileiros – declarou à EFE o coordenador da mostra, Vladimir Pomar.

A amizade entre ambos os países, que comemoram este ano o 30º aniversário de suas relações bilaterais, receberá um novo impulso com a visita do presidente chinês, Hu Jintao, ao Brasil em novembro, e a prevista abertura em dezembro de uma linha aérea direta entre ambas as capitais, lembrou Pomar.

Em 2003, a China se transformou no segundo maior mercado para as exportações brasileiras e, por sua vez, o Brasil é o maior sócio comercial do gigante asiático na América Latina, com uma intercâmbio de US$ 6,68 bilhões