Brasil e Bolívia estudam prorrogar contratos de gás natural

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Publicado quinta-feira, 22 de maio de 2003 as 19:03, por: cdb

Os governos brasileiro e boliviano estudam prorrogar os contratos de fornecimento de gás natural por mais dez anos para tentar viabilizar uma redução no preço do produto para o mercado brasileiro. Os contratos atuais, assinados em 1999, terminariam em 2019.

Segundo a ministra Dilma Rousseff (Minas e Energia), que esteve reunida nesta quinta-feira com o ministro boliviano de Hidrocarburos Y Mineria, Jorge Berindoague, os dois governos irão levantar elementos que avaliem as condições para que, a partir da redução dos custos fixos, se consiga alcançar o objetivo que é diminuir o preço do gás fornecido pela Bolívia ao Brasil.

Ela fez questão de destacar que a relação entre os dois países sobre o gás natural deve ser de longo prazo, não estando nos planos do governo brasileiro uma possível substituição do gás boliviano pelo gás eventualmente descoberto pela Petrobras. “Queremos estabilidade de longo prazo”, afirmou.

Dilma ressaltou ainda a importância do papel estratégico da relação entre os dois países para a integração da América Latina em termos de infra-estrutura.

– E a economia brasileira vai precisar de muito gás e de muita energia – disse a ministra.

O governo aposta em uma diversificação do mercado de gás natural no país, com a expansão principalmente dos usos industrial e veicular.

Na reunião desta quinta-feira, ficou acertado que o governo brasileiro irá apresentar em um novo encontro marcado para o dia 16 de junho, na Bolívia, simulações de crescimento de mercado e possíveis reduções no preço do gás.

Os contratos de take or pay, em que o contratante paga mesmo quando não consome o gás, serão mantidos.

– Queremos que o preço baixo signifique um maior mercado para que haja ao final um ganho líquido para o Brasil e para a Bolívia – afirmou Dilma.

Para Berindoague, a ampliação do mercado brasileiro não depende apenas do preço do gás, mas também dos custos de operação e de outros fatores. Ele endossou a avaliação da ministra sobre a importância da integração energética com o Brasil como um projeto de longo prazo.