Brasil é aparece abaixo da Nigéria na classificação do RSF

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Publicado quarta-feira, 23 de outubro de 2002 as 13:20, por: cdb

Na publicação sobre o ranking dos países mais perigosos para o exercício do Jornalismo, divulgada nesta quarta-feira pela organização não governamental Repórteres Sem Fronteira, com sede em Paris, o Brasil está entre a Nigéria e a Costa do Marfim, países africanos onde inexiste a liberdade de Imprensa e o risco de vida dos jornalistas está entre os mais altos do mundo. Com nota 18,75 – quanto mais alta, pior a situação -, o Brasil teve sua classificação piorada após a morte do jornalista Tim Lopes, indo para o 54° lugar.
Mas não foi só o Brasil a ser criticado. Os EUA, após a censura imposta à Imprensa pelo governo de George W. Bush em conseqüência dos atentados ao WTC, em 11 de Setembro, juntamente com medidas discriminatórias em seu território, figuram hoje em 17° lugar, abaixo da Costa Rica.
Os país que podem ser chamados de paraíso para os jornalistas é a Finlândia, seguida da Noruega, país vizinho, a Islândia e a Holanda. No conceito do RSF, se nos países nórdicos é o nirvana, o inferno está no Oriente. Na Coréia do Norte, mais exatamente, que aparece com a maior nota: 97,50. A China e o Afeganistão aparecem ainda nas piores posições, onde ser jornalista significa viver muito perigosamente.
Na América Latina, a Costa Rica é o país que obteve a melhor marca diante os demais. Colômbia e Cuba estão também cotados entre os piores países do mundo para a liberdade de Imprensa.
O objetivo desta classificação, “é mostrar o grau de liberdade que os jornalistas dispõem e os níveis de liberdade que os meios de comunicação apresentam e a capacidade do Estado em respeitar e se fazer respeitar diante desta liberdade”, segundo a organização mundial. A lista foi elaborada a partir de um questionário de 50 perguntas, enviadas a jornalistas e advogados no mundo todo.