BP luta para conter vazamento de petróleo no sul dos EUA

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Publicado terça-feira, 4 de maio de 2010 as 11:16, por: cdb

A empresa britânica BP continua tentando conter o vazamento em um poço petrolífero submarino na costa sul dos EUA, um acidente que voltou a derrubar o valor das ações da companhia nesta terça-feira.

Pressionada pelo governo norte-americano a limitar os danos, a BP disse que usará uma gigantesca estrutura metálica em forma de funil para tentar recolher o petróleo, e que oferecerá milhões de dólares para projetos de recuperação em Estados afetados pelo vazamento.

Por causa do acidente, as ações da BP tiveram queda de 4,7. A queda foi bem mais acentuada do que o 1,5% registrado no índice Stoxx Europe 600, que reúne empresas de gás e petróleo.

As ações da BP já se desvalorizaram 17% nas últimas duas semanas, desde que a empresa anunciou um incêndio na plataforma de perfuração marítima Deepwater Horizon, que subsequentemente afundou, causando um enorme vazamento no poço abaixo dela.

A cotação do petróleo bruto nos EUA também teve queda superior a US$ 1, chegando a US$ 85 por barril. Depois de atingir o maior valor em US$ 19, o mercado agora reage a um possível aumento nos estoques de petróleo e combustível nos EUA, e à valorização do dólar em relação a outras moedas.

Fontes do mercado dizem que o petróleo havia subido devido ao temor de que a mancha no golfo do México afetasse o fornecimento do produto nos Estados Unidos.

O acidente, que pode causar um desastre ambiental e econômico na costa sul dos EUA, acirra o debate sobre como equilibrar as necessidades energéticas do país com os cuidados ao meio ambiente e a setores que dele dependem, como a pesca.

Por causa desse episódio, o governo do presidente norte-americano Barack Obama deve rever sua proposta de autorizar novas atividades de prospecção petrolífera no golfo do México, o que seria uma concessão aos republicanos para a aprovação de uma nova lei energética.  

Citando o acidente no golfo do México, o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, retirou o apoio à exploração de petróleo na costa do seu Estado, o que antes ele dizia que poderia contribuir com as finanças californianas, assoladas por um déficit orçamentário de US$ 20 bilhões neste ano.

A mancha no sul dos EUA tem pelo mais de 200 por 110 quilômetros, e ameaça a navegação, a vida selvagem, as praias e a pesca na região.