Bovespa opera em alta, Ásia fecha sem rumo

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Publicado segunda-feira, 20 de setembro de 2010 as 14:07, por: cdb
A Bovespa abriu o pregão em alta
A Bovespa abriu o pregão em alta

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu nesta semana em alta, com a expectativa em relação à divulgação dos valores das ações da Petrobras e o vencimento de algumas ações (prazo de contrato para a compra ou venda de uma papel). Logo após a abertura, às 10h03, o o índice Bovespa (Ibovespa) avançava 0,30%, aos 67.287 pontos. Nesta quinta-feira (23) será divulgado o preço por ação e a quantidade de ações reservadas pelos investidores.

Já o dólar abriu o dia em baixa de 0,17%, negociado a R$ 1,715 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de sexta-feira, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,23%, cotada a R$ 1,718. Na BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros), ainda não foram registradas operações com o dólar à vista. No mercado internacional, o dólar começa a semana perdendo força ante a maioria das moedas emergentes, refletindo o ganho das bolsas e das commodities (matérias-primas). No Brasil, as preocupações com a possibilidade de maior agressividade nas intervenções do BC (Banco Central) ainda pesam e devem limitar a queda do dólar ante o real – ainda assim, sem conseguir inverter a trajetória da moeda.

Segundo estimativas do mercado, entre o dia 8 – quando deu início às atuações duplas no mercado à vista – e a última sexta-feira, o BC comprou quase US$ 6,5 bilhões. O próximo dado oficial sobre as aquisições será divulgado na quarta-feira, dia 22, e refletirá o período até o dia 15. Nos cálculos do mercado, até o dia 15, as compras somariam US$ 4,1 bilhões.

O motivo das compras do BC é para evitar uma valorização excessiva do real, já que com a perspectiva de entrada de dólares no país, com a capitalização da Petrobras, a moeda norte-americana tende a se desvalorizar. Os interessados em participar da oferta pública de ações da Petrobras têm até quarta-feira para reservar os papéis. Os atuais acionistas da estatal tiveram até o último 16 para garantir seu direito de preferência na operação, mas o pedido de reserva pode ser desfeito até o fechamento do livro de ofertas, que ocorre na quinta-feira, quando será fixado o preço por ação, com base na demanda efetiva.

Sem rumo

Na Ásia, as principais bolsas de valores fecharam sem rumo definido nesta segunda-feira, apesar da incerteza originada pela queda na confiança do consumidor nos Estados Unidos divulgada na sexta-feira, enquanto o feriado no Japão deixou muitos investidores andando de lado e na expectativa pelo resultado da reunião do Federal Reserve, na terça-feira. Às 7h39 (horário de Brasília), o índice MSCI que acompanha as bolsas da região da Ásia-Pacífico exceto Japão tinha alta de 0,5%, aos 437 pontos.

Em Tóquio, os mercados não abriram por conta de um feriado local. Na semana passada, o Japão interviu no iene pela primeira vez em seis anos, interrompendo parcialmente uma queda no dólar que começou no mês passado com rumores no mercado sobre mais medidas de “quantitative easing” – efetivamente impressão de dinheiro – pelo Banco Central dos Estados, o Federal Reserve (Fed, na sigla em inglês).

O mercado ainda aguarda para terça-feira o resultado da reunião do Fed, com expectativa de nenhuma nova medida, mas as declarações pós-reunião serão atentamente analisadas em busca de sinais sobre o debate da necessidade de aquisições em larga escala de ativos para dar força à recuperação econômica.

– Pelo menos por hoje, o mercado continuará a especular sobre mais afrouxamento quantitativo antes da reunião do Fed na terça-feira – disse Ong Yi Ling, analista na Philip Futures.

Dados recentes parecem indicar que a economia norte-americana não caminha para uma recessão, como temiam alguns mercados. Mas os investidores estão tendo dificuldades em identificar o valor de ações em um momento em que a recuperação global perde força e as perspectivas de vendas ficam mais incertas.

– Se eles (Fed) reduzirem suas perspectivas para a economia, como a maioria das pessoas espera, os preços do petróleo serão pressionados para baixo porque isso implica uma demanda menor – disse Michelle Kwek, analista na Informa Global Markets, em Cingapura.