Botafogo vence o Olaria e assume a liderança do Grupo B

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado domingo, 14 de março de 2010 as 22:29, por: cdb

Falta de luz, expulsões, poças d’água, gols e até pedidos por parte de técnico Joel para o término da partida marcaram o jogo entre o Botafogo 2, e Olaria, 0. O Alvinegro aproveitou as chances de gol, pouquíssimas, e concluiu a etapa com gols de Antônio Carlos e Gabriel. A vitória garante ao Botafogo a liderança do Grupo B, com o mesmo número de pontos do Vasco, 9, mas à frente no saldo de gols-pró, terceiro critério de desempate. O Olaria, por sua vez, despede-se do sonho de classificação.

Aos 16 do segundo tempo, devido à forte chuva que caía no Engenho Novo, a luz do Engenhão se apagou e só voltou vinte minutos depois. Com muitas poças d’água, o futebol ficou praticamente impossível de ser disputado no resto do segundo tempo. Sem Herrera e Marcelo Cordeiro, suspensos, Joel aproveitou para lançar no time titular o ‘amuleto’ Caio e o jovem Gabriel na lateral-esquerda. Danny Morais e Sandro Silva, depois de boa atuação contra o São Raimundo, no meio de semana, ganharam nova chance na equipe titular. O Olaria não tinha seus dois principais meias, suspensos.

A partida no Engenhão não foi um show de técnica e as bolas paradas se transformaram no principal perigo para ambos os times. Aos 6 minutos, após escanteio cobrado por Lucio Flavio, Fahel subiu sozinho e por pouco não abriu o placar. A resposta do time da Rua Bariri veio em seguida, em forte de chute de fora da área de Ivan, espalmado por Jefferson

Aos 28, uma das inúmeras poças do gramado impediu que o cruzamento de Gabriel chegasse aos pés de Loco Abreu, livre na área. Indignado com a arbitragem ao ser expulso, o técnico Dé Aranha chegou a pedir o término do jogo.Sem muitas condições de tocar a bola, o jeito era improvisar. Aos 38, Abreu quase fez mágica, num toque de cobertura, mas que passou sobre o gol do Olaria. Aos 41, Abreu recebeu um tapa no rosto dentro da área. O árbitro ignora e Abreu perde a cabeça. O uruguaio chutou o adversário e ambos foram expulsos.

Aos 50, Joel sacou Caio e colocou Edno. Com muita água, os jogadores mal conseguiam tocar a bola. As poças não deixavam. A solução encontrada pelos jogadores era o “beach soccer”. Entre chutões e embaixadinhas, Joel colocou Eduardo e Júnior em campo, nos lugares de Gabriel e Caio, respectivamente. Mas já não havia tempo mais pra nada na piscina do Engenhão. Ninguém agüentava mais os chutões dos dois lados.