Boom imobiliário ajuda a redescobrir áreas do Rio, diz prefeito

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Publicado sexta-feira, 9 de março de 2012 as 03:56, por: cdb

Boom imobiliário ajuda a redescobrir áreas do Rio de Janeiro, diz prefeito

Em entrevista à BBC Brasil, Eduardo Paes afirma que prefeitura quer estimular o crescimento em áreas abandonadas da cidade.

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A forte valorização imobiliária desde que o Rio ganhou o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2016 é boa para a cidade e ajuda a valorizar áreas que estavam degradadas, como bairros do subúrbio e da Zona Norte, afirma o prefeito Eduardo Paes. “As pessoas começam a construir e a redescobrir esses lugares”, afirmou Paes à BBC Brasil.

O prefeito diz concordar que a expansão da cidade em seu território é negativa, como alertam urbanistas, e afirma que a prefeitura vem fazendo o esforço de “requalificar” áreas centrais que estavam abandonadas, citando o exemplo da zona portuária.

Funcionários da prefeitura trabalham em favela no Complexo do Alemão, no Rio. Prefeito diz que serviços evitam poder paralelo ao do estado

“Está corretíssima essa crítica. Não há nada pior para a cidade do que crescer em seu território, é muito mais caro”, afirmou o prefeito em entrevista.

Questionado sobre se a construção do Parque Olímpico na Zona Oeste e a ampliação da rede de transporte público na região não poderia incentivar o crescimento da cidade naquela área, Paes disse acreditar que não.

Ele defende o aumento da infraestrutura na Barra e afirma que o mercado imobiliário do bairro “salvou” a Zona Sul, trazendo opções de moradia para a classe média alta e reduzindo a pressão sobre os bairros da Zona Sul.

Não há nada pior para a cidade do que crescer em seu território, é muito mais caro

Eduardo Paes, prefeito do Rio

Paes elogia o programa de segurança pública das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em favelas cariocas, de responsabilidade do governo estadual, e afirma que o papel da prefeitura nesse contexto é ampliar a oferta de serviços municipais nas comunidades.

“Em uma área onde o poder público não presta os serviços mais básicos, é óbvio que esses poderes paralelos… (se instalam)”, afirma. Ao aumentar o atendimento de saúde ou a oferta de transporte público oficial, diz Paes, a prefeitura “não está permitindo que alguém vá lá e substitua o Estado.”