Bolt pede fé em repressão a doping no atletismo

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Publicado terça-feira, 9 de agosto de 2016 as 11:29, por: cdb

Bolt afirmou, entretanto, que apóia a decisão da IAAF de banir a delegação de atletismo da Rússia por causa do programa de dopagem abrangente patrocinado pelo Estado russo

Por Redação, com Reuters – do Rio de Janeiro:

 

Usain Bolt chegou ao Rio de Janeiro esbanjando carisma, mas nem os sorrisos e as passistas de samba permitiram que o maior nome da Olimpíada de 2016 fugisse do tema onipresente do doping.

Bolt vem em busca de um “triplo-triplo” nos 100 metros, 200 metros e no revezamento dos 4×100 metros, e como de costume foi um show à parte durante a coletiva de imprensa da vistosa delegação da Jamaica na Cidade das Artes, localizada na Barra da Tijuca.

Bolt vem em busca de um "triplo-triplo" nos 100 metros, 200 metros e no revezamento dos 4x100 metros
Bolt vem em busca de um “triplo-triplo” nos 100 metros, 200 metros e no revezamento dos 4×100 metros

Mas ele também teve que encarar perguntas sobre como e por que os torcedores deveriam ter fé no atletismo depois dos escândalos de doping dos últimos 18 meses.

– Acho que estamos indo na direção certa. As pessoas deveriam ter fé – disse Bolt, que conquistou medalhas de ouro nos 100 metros, 200 metros e no revezamento dos 4×100 metros nos dois últimos Jogos Olímpicos.

– Estaremos retirando os (atletas) ruins e, pessoalmente, acho que estamos no caminho certo. Tivemos que passar por tempos difíceis antes dos bons tempos. Mas em alguns anos o esporte deve estar limpo, conto com isso – disse.

No ano passado, Bolt superou o norte-americano Justin Gatlin e venceu a final dos 100 metros em uma corrida que muitos apelidaram de “bem contra o mal”, na qual o jamaicano “salvou” a modalidade de um atleta que voltava à ação depois de duas suspensões por doping.

Indagado se os fãs podem acreditar que estarão assistindo uma competição limpa quando os dois, se tudo for como o previsto, se enfrentarem na final dos 100 metros no próximo domingo, Bolt foi um pouco mais diplomático.

– Na vida nada é garantido – respondeu. “Mas nunca me preocupo com drogas. Isso é para a Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), a Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês) e o Comitê Olímpico Internacional (COI). Eu vou e compito e encanto a plateia e divirto as pessoas”, disse.

Ele afirmou, entretanto, que apóia a decisão da IAAF de banir a delegação de atletismo da Rússia por causa do programa de dopagem abrangente patrocinado pelo Estado russo.

– Acho que eles querem mandar um recado, e é por isso que realmente precisam mostrar às pessoas que, se você se droga, é isso que irá acontecer – disse Bolt à agência inglesa de notícias Reuters.

– Então, para mim, se mandar um recado vai ajudar o esporte, darei meu apoio, porque isso é o que eu faço. Este é meu esporte e realmente gosto de competir, e seria melhor para meu esporte se fosse limpo – acrescentou.