Bolsonaro salta de carro de som e cai no chão

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Publicado quarta-feira, 6 de julho de 2016 as 13:18, por: cdb

Bolsonaro tentou fazer o mosh, atitude habitual dos atros do rock, mas plateia não o segura e ele cai do carro de som

Por Redação, com Agências de Notícias – do Rio de Janeiro:

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) levou um susto na última sexta-feira. Durante um comício no Rio de Janeiro, o deputado, que discursava em cima de um carro de som, resolveu se jogar na plateia, tentando o mosh, atitude comum em shows de rock. Mas, ao contrário do que pensou o deputado, ninguém o segurou e o vídeo viralizou na Internet.

Bolsonaro
O deputado Jair Bolsonaro caiu de um carro de som na última sexta-feira, durante um comício no Rio de Janeiro

Bolsonaro caiu de cara no asfalto e levantou em seguida com a ajuda de seus apoiadores, que começaram a gritar “mito!, mito!”. Ao se levantar, Bolsonaro fingiu que nada aconteceu e seguiu abraçando seus eleitores.

Processo

No último dia 28, o Conselho de Ética da Câmara instaurou um processo disciplinar contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) para apurar se ele quebrou o decoro parlamentar ao reverenciar o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido como torturador pela Justiça, durante a votação do processo de impeachment de Dilma Rousseff.

A representação foi feita pelo PV por considerar que ao se referir à “memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra”, constitui uma “verdadeira apologia ao crime de tortura”.

A Justiça brasileira condenou Ustra por crime de tortura no período da ditadura militar (1964-1985). No dia 17 de abri, ao proferir o seu voto na votação da abertura do processo de impeachment na Câmara, Bolsonaro disse: “Pela memória do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff”.

Nomo é de praxe, Bolsonaro negou o crime afirmando que “em nenhum momento foi feita homenagem a qualquer torturador, considerando a inexistência de sentença condenatória”, transitada em julgado, ou seja, em última instância.

No entanto, Ustra, que comandou o DOI-Codi (Destacamento de Operações Internas) de São Paulo no período de 1970 a 1974, foi o primeiro militar a ser reconhecido pela Justiça como torturador durante a ditadura. Ustra morreu em outubro de 2015, durante tratamento contra um câncer.

Na representação, o PV reforça que Bolsonaro tem “o direito de expressar suas preferências e simpatias”, mas ressalta que ele não pode “enaltecer crimes ou criminosos”.

“Um atentando contra os direitos humanos e em um desrespeito para com aqueles que foram torturados no período da ditadura militar”, diz um dos trechos da representação.

O presidente do conselho, José Carlos Araújo (PR-BA), irá sortear três nomes entre os integrantes do colegiado para assumir a relatoria do processo.