Bolivianos desfazem bloqueios após morte de vice-ministro

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Publicado sexta-feira, 26 de agosto de 2016 as 14:00, por: cdb

Os mineiros se enfrentaram com a polícia, que tentou dispersar o grupo e resultou em 17 agentes da segurança feridos

Por Redação, com Reuters – de La Paz:

Mineiros bolivianos retiraram nesta sexta-feira o bloqueio a uma estrada onde protestos violentos ocorreram nesta semana, um dia após um vice-ministro do governo ser espancado até a morte e de relatos sobre morte de três manifestantes.

Mineiros bolivianos retiraram nesta sexta-feira o bloqueio a uma estrada onde protestos violentos ocorreram nesta semana
Mineiros bolivianos retiraram nesta sexta-feira o bloqueio a uma estrada onde protestos violentos ocorreram nesta semana

O presidente boliviano, Evo Morales, decretou três dias de luto e disse que o povo vive “profunda dor” pelas mortes nos protestos.

O vice-ministro do Interior, Rodolfo Illanes, de 56 anos, foi morto na quinta-feira após ser feito refém por trabalhadores que bloquearam uma rodovia em Panduro, a cerca de 160 quilômetros da capital La Paz. Autoridades disseram que ele morreu devido a golpes na cabeça.

Os mineiros se enfrentaram com a polícia, que tentou dispersar o grupo e resultou em 17 agentes da segurança feridos e, segundo representantes dos mineiros, três trabalhadores mortos por disparos.

Os trabalhadores pediam por mais concessões de mineração com regras ambientais menos rigorosas.

– Nossos recursos naturais pertencem ao povo, e é por isso que chamo nosso irmão Illanes de herói na defesa de nossos recursos naturais – disse Morales à mídia local.

Illanes havia viajado para Panduro para negociar com os mineiros. Seu corpo foi encontrado ao lado da rodovia que liga Laz Paz com a cidade de Oruru, enrolado em um cobertor, disse o procurador responsável pela investigação, Edwin Blanco.

– A causa da morte foi basicamente sangramento no cérebro. Costelas também foram quebradas, disse Blanco a repórteres.

Morales disse que os protestos e a morte de Illanes parecem fazer parte de uma “conspiração política, e não uma reivindicação legítima social” feita pelos mineiros.