Boa notícia. Mas, para ser observada nos próximos três meses

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Publicado sexta-feira, 23 de setembro de 2011 as 11:27, por: cdb

O índice de desemprego nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE (são Paulo, Rio, Porto Alegre, Salvador, Recife e Belo Horizonte) ficou em 6% em agosto, o mesmo registrada no mês anterior, segundo levantamento divulgado nesta 5ª feira. Foi a menor taxa registrada em um mês de agosto desde o início da série histórica do instituto, em 2002. Em agosto do ano passado, a taxa ficara em 6,7%.

Também o salário médio real habitual dos trabalhadores ocupados ficou em R$ 1.629,40, aumento de 0,5% sobre o mês anterior. Já na comparação anual, houve alta de 3,2%. Esse rendimento médio real é o maior da série histórica, desde 2002.

“A formalização pode ser uma das razões para o aumento do rendimento. A economia forte gera formalização. E com a formalização, aumenta o rendimento”, explicou Cimar Azeredo, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Economia resiste em desacelerar e emprego e renda continuam firmes

Como se vê por estes dados do IBGE a economia resiste a desacelerar e o emprego e a renda continuam firmes. Vamos ver com a queda dos juros e o novo cenário cambial como se comporta nossa economia nos próximos três meses.

Mas, de qualquer forma, o que se pode antecipar – ou analisar – é que o cenário mundial é complexo e tem efeitos contraditórios. Até pode desestimular as inversões pelo medo do agravamento da crise. Mas se o Brasil dos próximos três meses continuar a crescer, vai atrair investimentos – como, aliás já vem acontecendo – já que o retorno é solido e o crescimento da economia também.

Dai a necessidade, premente e inadiável, de reduzir ainda mais os juros e atacar a inflação pelo aumento da oferta. E sem desconsiderar os fatores externos que a estimulam aqui.