BNDES estima em cerca de R$ 25 bi financiamentos para a indústria

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Publicado quinta-feira, 13 de janeiro de 2005 as 17:27, por: cdb

Os financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor industrial devem apresentar um crescimento considerável em 2005, passando dos R$ 15,782 bilhões desembolsados no ano passado para cerca de R$ 25 bilhões.

A estimativa é do superintendente da área de Planejamento do banco, Aluysio Asti. Segundo ele, o recuo de 2% nas liberações para a área industrial observado no ano passado decorreu do fato de não se ter concretizado a expectativa de entrada de grandes projetos no Banco, que só começou a ocorrer próximo do final do ano.

Para este ano, porém, a estimativa é de aumento de desembolsos, puxado basicamente pelos setores de metalurgia, incluindo siderurgia; mecânica; papel e celulose; química e petroquímica; e material de transporte, revelou.

Asti garantiu que haverá um esforço no banco para realizar integralmente o orçamento de R$ 60,8 bilhões projetado para 2005. “É um número que nós vamos perseguir para este ano. Nossa intenção, evidentemente, é que seja alcançado (esse número) e eventualmente até superado”, disse. A meta se baseia no total de cartas-consulta enviadas ao banco por empresários. Esses documentos são instrumentos formais de pedidos de crédito.

De acordo com Asti, 70% desse orçamento se destinam a operações que estão aguardando projetos ou cujos projetos já estão sendo analisados. “Esse é um excelente indicador de demanda firme”, avaliou. Ele disse que o volume de R$ 98,4 bilhões das cartas-consulta recebidas em 2004, com aumento de 121% em comparação a 2003, representa a materialização da confiança no investimento. Foi registrado também desempenho positivo nos enquadramentos, que atingiram R$ 75 bilhões, com crescimento de 85% na comparação com 2003.

A tendência para este ano é de que os desembolsos se destinem aos mesmos setores do ano passado. “Infra-estrutura deve continuar crescendo expressivamente. Nós estamos esperando agora uma recuperação grande da indústria, além da manutenção da posição a que chegou no orçamento do banco o segmento das micro, pequenas e médias empresas (MPEs)”, concluiu.