Bloco quer ouvir responsável do programa de combate à SIDA

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Publicado sábado, 1 de dezembro de 2012 as 07:34, por: cdb

Nos últimos dois anos houve uma quebra na distribuição de preservativos e na troca de seringas e esta semana foi denunciada a “rutura iminente” do stock de preservativos. Portugal regista o dobro da média europeia de diagnósticos tardios do VIH/SIDA e o Bloco quer ouvir as explicações de António Diniz no parlamento. Artigo |1 Dezembro, 2012 – 12:26 Foto robertelyov/Flickr

No requerimento entregue na véspera do Dia Mundial contra a SIDA, que é assinalado este sábado, o Bloco de Esquerda reagiu às notícias sobre a sobre a quebra na distribuição de preservativos e a interrupção do programa de troca de seringas com um pedido de audição ao responsável pelo Programa Nacional para a Infeção VIH/Sida.

Para o deputado João Semedo, não é “concebível nem aceitável” que se possam verificar ruturas no fornecimento de preservativos ou a interrupção do programa de troca de seringas, porque as medidas de prevenção “são fundamentais e não podem ser encaradas com ligeireza”.

“Num momento em são notórios os cortes na despesa e no financiamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS), é fundamental saber qual a verba disponível para o Programa Nacional para a Infeção VIH/Sida bem como quais os objetivos que orientam a sua ação”, diz o requerimento entregue à presidente da Comissão Parlamentar de Saúde.

António Diniz alertou recentemente que “as condições sociais e a escassez de recursos financeiros podem levar a que a infeção sofra agravamento”, acrescentando que “na Grécia há relatos de que a taxa de infeção dos utilizadores de droga disparou”. E esta quinta-feira revelou, durante uma conferência na Associação Abraço, que entre 2010 e 2011 foram trocadas menos um milhão de seringas e de preservativos, enquanto os diagnósticos precoces foram menos quatro mil.

Apesar de existirem verbas, o responsável diz que “os procedimentos administrativos bloquearam a capacidade de resposta”, o que justifica também que “vá haver sobretudo uma queda, ainda maior, este ano”. embora António Diniz afirme que a troca de seringas é para continuar, o protocolo entre o Governo e a Associação Nacional de Farmácias que permita a troca de seringas terminou no dia 27 de novembro.