Bloco denuncia “destruição sistemática da cultura”

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado terça-feira, 28 de fevereiro de 2012 as 10:24, por: cdb

O Bloco está preocupado com o impacto que os cortes orçamentais na Cultura poderão ter no ensino artístico. Francisco Louçã, que visitou hoje a escola secundária António Arroio, chamou a atenção para a relação entre a “destruição sistemática da cultura” e a diminuição das oportunidades de emprego.Artigo |28 Fevereiro, 2012 – 17:19

Francisco Louçã e Catarina Martins visitaram hoje a escola secundária artística António Arroio, numa deslocação onde se mostraram preocupados com o impacto que os cortes orçamentais na Cultura poderão ter no ensino artístico.

“O efeito que tem a destruição sistemática da cultura na possibilidade de emprego, de trabalho, de criação de inovação que estes jovens trazem à sociedade portuguesa é uma forma de empobrecimento cultural dos mais graves», afirmou o coordenador da comissão política do Bloco de Esquerda.

“Nos últimos 10 anos o Orçamento do Estado para a Cultura foi reduzido em 75% e o efeito que tem sobre uma sociedade viva e imaginativa que se desenvolva para a criação é um efeito de garrote”, afirmou Francisco Louçã, depois da deputada Catarina Martins ter recordado que a atividade cultural é, direta e indiretamente, responsável por 2,6% de toda a riqueza produzida no país.

Questionado pela imprensa sobre a possibilidade da presença na António Arroio ser uma resposta ao Presidente da República, que cancelou a sua visita a esta escola, o deputado do Bloco desmentiu qualquer relação. “Já estive nesta escola no passado, já tinha previsto esta vinda, portanto mantive-a. E hei de voltar no futuro porque quero mostrar que aqui estão estudantes com gosto por estudar, professores com gosto pelas artes”, adiantou.

A secundária António Arroio tem as obras de recuperação paralisadas porque a empresa contratada encontra-se insolvente, uma situação que se repete em várias outras escolas e que o BE “tem acompanhado com preocupação”. Até porque, a escola que está «muito bem equipada», «não é suficiente» para quem a quer frequentar, alerta o deputado do Bloco.

O deputado do Bloco elogiou a escola, apresentando-a como um exemplo para uma “sociedade inovadora”. “Num país com tantas dificuldades é importante não fecharmos as portas à cultura, não fecharmos as portas às artes. Portugal, o que tem de exportar e de produzir é muitas coisas, mas entre elas está certamente a cultura, a arte, o espetáculo. E eu queria sublinhar isso ao contactar com estes alunos extraordinários e com esta escola extraordinária”, justificou.