Blair diz que Forças da coalizão estão próximas de Bagdad

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Publicado segunda-feira, 24 de março de 2003 as 17:19, por: cdb

As forças da coalizão liderada pelos Estados Unidos estão se aproximando de Bagdad e podem se deparar em breve com uma divisão da Guarda Republicana iraquiana que protege a capital, declarou nesta segunda-feira o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, ao Parlamento de seu país.

Blair alegou que essa guerra levaria ajuda humanitária e um futuro pacífico ao povo “brutalizado” do Iraque.

“Haverá momentos de ansiedade nos dias que estão por vir, mas a vitória da coalizão é certa”, afirmou.

Blair foi ao Parlamento para relatar o resultado da reunião de cúpula da União Européia (UE), realizada na quinta e sexta-feira passadas, em Bruxelas, mas acabou dedicando mais tempo à campanha militar no Iraque.

O primeiro-ministro informou que as forças da coalizão estão a pouco menos de 100 quilômetros ao sul de Bagdad e que tomaram duas pontes importantes sobre o rio Eufrates sem lhes causar danos.

“Isso é crítico”, afirmou. “A uma curta distância desse local, eles encontrarão a divisão Medina, da Guarda Republicana, que está defendendo a rota para Bagdad. Esse será um momento crucial”.

As tropas aliadas assumiram o controle dos campos de petróleo do sul, acrescentou, e Basra está cercada, existindo apenas bolsões de resistência.

“A estratégia e o cronograma estão sendo executados conforme planejado”, assegurou.

“O Iraque é uma nação degradada e brutalizada, um país que deveria ser rico, mas seu povo passa fome e as crianças morrem desnecessariamente”, sustentou.

“(O presidente iraquiano) Saddam (Hussein) vai embora”, jurou. “Seu regime será substituído e o povo iraquiano será ajudado a (caminhar) para um futuro melhor, sem armas de destruição em massa”.

Na cúpula da UE, as divergências sobre o conflito persistiram, admitiu, mas os líderes do bloco concordaram em dar apoio e ajuda humanitária para o Iraque após a guerra.

Blair disse que os países da UE concordaram que o programa “petróleo por alimento” das Nações Unidas deveria ser retomado e que as reservas de petróleo do Iraque deveriam ser usadas para a construção de uma nação próspera depois da queda de Saddam.

O programa “petróleo por alimento” prevê que os lucros obtidos com a exportação de petróleo iraquiano sejam dirigidos para a importação de alimentos e itens de ajuda humanitária.

A UE também quer um esforço concentrado para levar a paz a palestinos e israelenses, afirmou Blair.