Bjorkman vence Sá e empata confronto

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Publicado sexta-feira, 7 de fevereiro de 2003 as 21:28, por: cdb

Com o empate no primeiro dia de jogos – Gustavo Kuerten ganhou de Andreas Vinciguerra por 6-1, 6-4 e 6-4, e André Sá perdeu para Jonas Bjorkman, por 4-6, 7-5, 2-6, 6-4 e 1-6 – a partida de duplas deste sábado ganha ainda maior importância, podendo ser decisiva para a definição do confronto. O jogo será às 11 horas de Brasília (com SporTV), com Guga/Sá diante de Magnus Larsson e Bjorkman.

Depois da boa vitória de Guga em três sets, André Sá desperdiçou a oportunidade de abrir uma cômoda vantagem sobre a Suécia. O tenista brasileiro esteve irregular em seu jogo e sempre que estava na frente não conseguiu manter o mesmo nível técnico. “Desperdicei uma boa chance de abrir uma larga vantagem no terceiro set, mas ainda consegui buscar no quarto set. Só que no quinto set, o Bjorkman jogou de maneira incrível e tudo que tentei não dava certo, não sei nem o que dizer.”

Sá também teve uma forte pressão na partida. Se no jogo de Guga a torcida sueca quase não se manifestou, na do tenista mineiro, o clima da quadra de Helsingborg transformou-se. Bjorkman teve um incentivo especial para igualar as chances de seu país em vencer este confronto e jogou sempre com muita vibração. “Estava muito motivado para vencer este jogo”, disse Bjorkman. “Tive apresentações ruins na Copa Davis, jogando em casa, e queria apagar esta imagem.”

Enquanto isso, com a derrota, Sá ficou bastante abatido, mas garantiu que logo iria recuperar o ânimo. “É sempre assim, a gente fica triste depois de perder um jogo, mas dentro de uns 40 minutos já vou estar pronto novamente”, assegurou. “No circuito é sempre assim. Depois de perder um jogo de simples, tem de voltar ao normal e encarar uma partida de duplas.”

Para o jogo deste sábado, novamente a Suécia entra como favorita. Bjorkman é um excelente duplista, enquanto Larsson é um tenista experiente e muito talentoso. O time brasileiro – Guga/Sá – também tem conseguido bons resultados, como o vice-campeonato do Brasil Open, no ano passado, e as semifinais de Auckland, em janeiro. Por isso, como lembrou o técnico Ricardo Acioly “a Suécia tem um bom time, mas a nossa dupla também é muito boa.”

Para a Suécia ainda resta a opção de um “curinga” para as partidas de domingo. O técnico Mats Wilander parece ter guardado na manga a opção de colocar Thomas Enqvist – o jogador mais perigoso de seu país – tanto na primeira partida para enfrentar Guga, como na segunda para jogar com Sá, pois conforme as novas regras da Copa Davis, no domingo as substituições são livres.

Enquanto isso, o técnico brasileiro Ricardo Acioly não escondeu que o Brasil poderia ter aberto vantagem de 2 a 0, mas se mostrou tranqüilo e satisfeito com este primeiro dia. “O Guga mostrou estar muito bem novamente, gostei muito da precisão de seus golpes, enquanto Sá também jogou bem, mas não teve a mesma sorte.”