Beijar acelera o orgasmo

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Publicado segunda-feira, 4 de novembro de 2002 as 23:43, por: cdb

Beijar na boca faz bem à saúde, segundo tese defendida pelo estomatologista Silvio Boraks. Além de ser uma manifestação de carinho e promover o prazer, o beijo provoca a troca de saliva e estimula a produção de anticorpos, que mais tarde podem ser fundamentais para evitar o desenvolvimento de alguma doença.

Essa teoria é reforçada pelo jornalista carioca Pedro Paulo Carneiro, autor do livro “Dossiê do Beijo”, que será lançado pela Editora Gol Records no final do mês de novembro no Rio. Carneiro apresenta uma obra abrangente sobre beijo, chegando a dar dicas de como apressar a chegada do orgasmo.

A boca é a porta de entrada para muitas doenças. Mas, se o microorganismo não for causador de doenças graves e a resistência da pessoa estiver normal, o contato com a saliva alheia só traz benefícios. “Vai estimular o aumento de anticorpos, que podem auxiliar no combate de um vírus mais forte”, explica o Boraks.

O desenvolvimento de anticorpos pode evitar o surgimento de doenças consideradas graves, como a meningite. “Os anticorpos desenvolvidos por causa da presença um tipo de meningite branda podem proteger a pessoa de um tipo mais patológico”, diz Boraks.

O estomatologista aproveita para desmitificar lendas. “Ao contrário do que muitos pensam, a candidíase, doença conhecida como sapinho, não é transmitida por contato direto com a saliva infectada. O microorganismo causador está naturalmente presente na boca, mas a pessoa só desenvolve a doença quando a resistência do organismo está debilitada ou em decorrência de tratamentos alongados com antibióticos”, afirma.

Boraks diz também que o medo de pegar herpes bucal não é justificativa para não beijar. “Cerca de 95% da população está infectada com o vírus do herpes, mas a ferida só se manifesta com a baixa imunidade, ou por estresse ou excesso de sol”, explica Boraks. “Mesmo se uma pessoa sã beijar outra com a ferida do herpes é pouco provável que terá a ferida”, explica.

Segundo Pedro Paulo Carneiro, cerca de 250 bactérias são trocadas em um beijo, mas apenas 1% pode ser classificado como prejudicial à saúde. Carneiro, que estudou 12 anos o tema “beijo”, contou com a ajuda do irmão e bioquímico Marcus Quintanilha para escrever o livro.

No entanto, apesar da baixa probabilidade, doenças como a sífilis, gonorréia e a Aids podem ser transmitidas pelo beijo.

Além desta constatação, Carneiro escreve todo o tipo de informação e curiosidade sobre o ato de beijar – fazendo uma verdadeira apologia ao beijo.

Uma paixão por beijar

Jornalista e documentarista em tempo integral e pesquisador sobre beijo nas horas vagas, Carneiro afirma que suas pesquisas o levaram a concluir que existem 580 tipos de beijo. No entanto, Carneiro diz que só teve a oportunidade de provar 484 tipos. “E são sobre estes beijos que falo em meu livro”, conta.

Por causa de sua profissão, Carneiro viajou para diferentes países na Europa e para a Ásia. “Nunca perdi uma oportunidade de estudar o beijo. Sempre comprei livros sobre o tema e aproveitava para perguntar para as pessoas na rua sobre suas experiências”, conta.

Em suas andanças pelo mundo, o jornalista constatou que o beijo é o termômetro das culturas. “Por exemplo, a China é um país fechado. E o beijo em público é proibido. Por isso, entre quatro paredes, os chineses desenvolveram um tipo de beijo diferente, que até serve para adiantar o orgasmo masculino e feminino”, explica.

Para isso, naquele momento do quase orgasmo, o parceiro coloca a língua no palato mole (parte de traz do céu da boca) da parceira e traz vagarosamente para frente, até os dentes. Segundo Carneiro, este movimento acelera a chegada do momento do orgasmo.

O autor explica táticas de como descobrir pelo gosto da saliva do parceiro se ele está gostando do beijo. “Se a saliva estiver sem gosto é porque o beijo é indiferente. Se estiver adocicada, significa que o beijo está agradando e, se estiver salgada, é porque a pessoa está completamente