BC inglês deixa política monetária intacta

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Publicado quinta-feira, 5 de abril de 2012 as 09:51, por: cdb
Inglaterra
Uma surpreendente recuperação no crescimento pelo setor de serviços da Grã Bretanha, aponta para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,5% no primeiro trimestre

O Banco da Inglaterra (banco central) deixou sua política monetária inalterada nesta quinta-feira ao manter a taxa de juros em 0,5%, julgando que ainda não é necessário nenhum acréscimo ao seu atual estímulo, uma vez que a economia parece caminhar de volta ao crescimento.

Todos os 56 economistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters na semana passada esperavam que o banco central mantivesse inalteradas as taxas de juros e a meta para suas compras de ativos, depois que o banco se comprometeu em fevereiro com a compra de mais 50 bilhões de libras (US$79 bilhões) de “gilts” (títulos públicos britânicos ao longo de três meses.

Pesquisas de gerentes de compras divulgadas nesta semana mostraram uma surpreendente recuperação no crescimento pelo setor de serviços da Grã Bretanha, apontando para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,5% no primeiro trimestre.

A série de notícias positivas foi ofuscada nesta quinta-feira pelos dados de produção fabril, que mostrou a maior queda mensal em quase um ano em fevereiro.

No entanto, a produção industrial -o número mais importante para o PIB- teve um leve aumento como esperado, mantendo a economia a caminho de uma expansão modesta.

O banco central previu uma recuperação agitada este ano, após a economia contrair no final de 2011.

Sinais de que a Grã Bretanha evitará uma recessão associados a temores sobre uma inflação persistente devem dissuadir o Banco da Inglaterra de anunciar outra injeção de dinheiro na importante reunião de maio, quando sua atual compra de ativos será concluída e mais dados econômicos do primeiro trimestre serão divulgados.

Um recente aumento nos preços do petróleo aumentou os temores de que a inflação da Grã Bretanha não cairá abaixo da meta de 2% do banco central tão rapidamente quanto o Comitê de Política Monetária esperava.

— Se eu estivesse no Comitê, ficaria mais preocupado sobre se a inflação está recuando tão rapidamente quanto eu pensei, disse o economista do National Australia Bank Tom Vosa.

— Para poucos deles, eu suspeito, será o número de preços ao consumidor que será o fator importante, não os dados da atividade.

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