Barreiras e falta de laudo não impedem uso da Ciclovia Tim Maia

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Publicado sábado, 27 de agosto de 2016 as 13:52, por: cdb

A prefeitura alega que são necessários novos testes para, assim, liberar o segmento interditado da ciclovia

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

 

Embora a Ciclovia Tim Maia ainda não tenha sido liberada ao tráfego, na prática, já está em pleno uso. A interdição da via pública, em São Conrado, no trecho reconstruído após o desabamento, em abril, que deixou duas pessoas mortas, é inócua. Ciclistas e pedestres simplesmente ultrapassam faixas e blocos de concreto para seguir adiante. Nesta manhã, como pode constatar a reportagem do Correio do Brasil, o trânsito estava liberado.

Pedestres e ciclistas têm utilizado a ciclovia, mesmo sem o laudo necessário para sua liberação
Pedestres e ciclistas têm utilizado a ciclovia, mesmo sem o laudo necessário para sua liberação

A prefeitura alega que são necessários novos testes para, assim, liberar o segmento interditado da ciclovia. A administração municipal chegou a determinar a presença de três guardas municipais para evitar o trânsito, mas não há qualquer ação nesse sentido.

Questionada, a Guarda Municipal informa que atua com rondas motorizadas na extensão da Av. Niemeyer, em horários aleatórios, para coibir o uso irregular do espaço, com ênfase nos pontos de bloqueio físico, mas reconhece que esta ação é insuficiente para deter o transito no local.

Exigência legal

A Justiça determinou que seja realizada perícia pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) antes que a Ciclovia Tim Maia seja liberada, depois de ser reconstruída. A decisão foi tomada a pedido da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Proteção da Ordem Urbanística, do Ministério Público Estadual do Rio.

A informação foi divulgada pelo Ministério Público. Caso a perícia não possa ser realizada pelo Crea-RJ, o trabalho deverá ser feito pelo Instituto de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A decisão judicial tem como base uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público contra o município do Rio, o instituto municipal de geotécnica Geo-Rio e o consórcio Contemat-Concrejato, que construiu a ciclovia.

A ciclovia liga o Leblon a São Conrado, na Zona Sul, margeando a Avenida Niemeyer.