Bandidos atiram bomba contra carro da PM

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sexta-feira, 11 de abril de 2003 as 08:35, por: cdb

Uma bomba de fabricação artesanal foi lançada, no fim da noite desta quinta-feira, contra o patamo 52-0289, do 3º BPM (Méier), durante uma perseguição e troca de tiros com dois homens que ocupavam o Renault Clio prata, placa LCY-3761.

O arfefato não explodiu e ficou caído no asfalto em frente ao número 306 da Rua Doutor Leal, no bairro do Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio, onde os moradores viveram momentos de muita tensão.

A perseguição começou em frente ao Hospital Psiquiático Pedro II, situado a 600 metros do local, e continuou por várias ruas até a subida do Morro da Caixa D´Água na divisa entre os bairros de Quintino e Piedade, também na Zona Norte.

O veículo, abandonado na esquina das ruas Gomes Serpa e Cesário Machado, com o pneu dianteiro direito estourado e os párabrisas perfurados por tiros, foi rebocado para a 24ª DP (Piedade), onde o caso foi registrado.

O capitão Olival e o outro policial que estava no patamo não perceberam que o objeto lançado contra a viatura era uma granada.

A polícia foi alertada pelos moradores e várias viaturas foram deslocada para isolar a área, até que o artefato, com a inscrição ADA (facção criminosa), fosse examinada por peritos do Esquadrão Antibomba, da Polícia Civil. A granada, de fabricação artenasal, feita com tubo de pvc, pólvora e pedras, foi levada pelos peritos para o Esquadrão para ser melhor examinada.

Pouco depois os policiais descobriram que o Renault usado pelos bandidos tinha sido roubado na Rua Xavier dos Pássaros, em Piedade, quando a estudante do 7º período de Jornalismo, Flávia Munhoz, de 23 anos, se encaminhava para a Universidade Gama Filho.

Conforme o relato da estudante, ela foi abordada por dois homens, um branco e outro negro, depois que tinha estacionado o carro, por volta das 18h30. Flávia já caminhava quando foi interceptada pela dupla que, calmamente deixou que ela retirasse do carro seu material de trabalho.

“Eles disseram que íam para uma missão e pediram o meu telefone para avisar onde deixariam o carro. Eu perguntei em que local seria deixado e eles responderam que seria próximo a Gama Filho”. Os bandidos, segundo Flávia, responderam que não poderiam dizer onde deixariam o carro porque a “missão seria demorada”.

“O absurdo é que eles me devolveram a chave do carro para que eu abrisse e pegasse minhas coisas, depois eu é que tive que devolver o que era meu”, lamentou a estudante que ainda pediu para que os dois homens mantivessem a calma.

Os dois homens, segundo Flávia estavam drogados. Apesar de ter percebido, em momento nenhum ela perdeu a tranquilidade. “Esse é o terceiro carro meu que roubam. Acho isso até normal, já estou acostumada”, disse a estudante que é moradora da Vila da Penha.