Bandeiras, torcidas e rótulos

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Publicado segunda-feira, 20 de junho de 2011 as 08:42, por: cdb

Por Haroldo Pacheco da Silveira Santos 20/06/2011 às 10:51

Defesa da atitude apolítica e de práticas capitalistas como antídoto contra a burguesia.

No século XX a implementação de mecanismos de mobilidade social atrapalhava táticas e objetivos das esquerdas. Já naquela época metade do salário de 1 mês dos líderes esquerdistas acabaria com a miséria em 10 horas.
Alguns séculos antes tomar medidas contra o abuso de poder econômico às vezes era uma bandeira da Direita. Explico: nobres contra esnobes.
Práticas do sistema capitalista costumam ameaçar e destruir o meio ambiente. Mas a preservação do meio ambiente e da diversidade étnica originalmente não eram bandeiras das Esquerdas. Atualmente são bandeiras usadas esporadicamente por esquerdistas, geralmente quando convêm dentro de um plano maior, dentro do que eles julgam ser a Solução Final.
Fraternidade e igualdade sempre foram favorecidas por religiões, clubes de serviço, sociedades secretas e iniciativas particulares. Atualmente são favorecidas pela tecnologia. Para que agitar na rua se estudando ou dando uns cliques se ajuda muito mais? Não é egoísta quem acha que o dinheiro deve ficar com quem sabe usá-lo.
Os bons neoliberais querem que o Estado cuide de transportes, segurança, saúde e educação. Se realmente cuidasse disto já seria muito.
Acabar com a miséria não foi iniciativa do PT, foi compromisso que o Brasil assumiu com a ONU.
Enfim, por mais que se goste da Revolução Francesa Esquerda não é o Bem e Direita não é o Mal. Já pensou como o mundo seria melhor se esquerdistas não perseguissem e não isolassem quem não é de Esquerda, quem tem mais o que fazer?
Infelizmente toxinas de maré vermelha afetaram muito de inteligências promissoras. Por isso foi muito positivo o desmascaramento de alguns esquerdistas e pseudo-esquerdistas. Deu uma chacoalhada na bitolação que fazia a juventude crer que sempre Esquerda é progresso.
O povo tem uma tendência muito grande de rotular. O Cazuza não é necessariamente a reencarnação do Dom Pedro I só porque tinha talento musical e comportamento devasso. Não sou a reencarnação do dinossauro Horácio nem uma mistura genética de Woody Allen com Chico Xavier só porque eu usava óculos escuros por causa da minha fotofobia e ia muito a centros espíritas.
Uma ditadura do proletariado não funcionaria em parte porque muitos trabalhadores sabem que grande parte desta quase-classe é formada por indivíduos que no poder fariam muitas coisas muito ruins.
Quando eu era criança torcia para o Coxa-Branca (Coritiba) e para o Flamengo e era católico. Não cresci muito mas agora preciso ser adulto. Por isso não luto contra o Atlético e o Vasco. E evito criticar a Direita do Brasil porque não gosto de pisar em quem está caído e massacrado. Quem costuma fazer isto são certas torcidas organizadas parecidas com aquelas dos esquerdistas do “quanto pior melhor”.

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