Banco de Bangladesh encerra investigação de empresa dos EUA sobre ataque hacker

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Publicado segunda-feira, 27 de junho de 2016 as 11:02, por: cdb

Mais de quatro meses depois que hackers invadiram sistemas de computadores do Banco de Bangladesh e transferiram dinheiro que estava em contas no Federal Reserve de Nova York

Por Redação, com Reuters – Daca/Pequim:

O Banco Central de Bangladesh encerrou um contrato com a empresa norte-americana de cibersegurança FireEye para investigar o roubo de US$ 81 milhões em recursos do país ocorrido em fevereiro, e recusou uma proposta para prorrogação do contrato, afirmou uma autoridade nesta segunda-feira.

O Banco Central de Bangladesh encerrou um contrato com a empresa norte-americana de cibersegurança FireEye
O Banco Central de Bangladesh encerrou um contrato com a empresa norte-americana de cibersegurança FireEye

Mais de quatro meses depois que hackers invadiram sistemas de computadores do Banco de Bangladesh e transferiram dinheiro que estava em contas no Federal Reserve de Nova York, investigadores em Bangladesh e nos Estados Unidos ainda tentam identificá-los.

A divisão Mandiant da FireEye tinha pedido mais 570 horas de trabalho adicional para completar a investigação sobre o maior roubo digital da história, disseram fontes da autoridade monetária anteriormente.

Na semana passada, porém, o conselho do Banco de Bangladesh ratificou decisão anterior de não prorrogar a validade do contrato com a Mandiant, disse nesta segunda-feira Jamaluddin Ahmed, um diretor no banco central do país.

– Foi uma decisão unânime – disse ele, acrescentando que o banco central tinha decidido tomar ações próprias para melhorar a segurança de seus computadores.

Fontes no banco central afirmaram à agência inglesa de notícias Reuters na semana passada que o preço do contrato com a Mandiant foi um dos fatores para encerramento dos serviços da empresa norte-americana. As fontes afirmaram que a Mandiant recebeu cerca de US$ 280 mil pode cerca de 700 horas de trabalho.

Um porta-voz da Mandiant afirmou que a empresa forneceu ao Banco de Bangladesh e à comunidade financeira global grande volume de dados sobre o ataque.

Cibersegurança na China

A China se aproximou nesta segunda-feira do momento de aprovação de uma controversa lei de cibersegurança, depois que o parlamento do país promoveu uma segunda leitura da proposta para as regras, que vão trazer ameaça de maior censura e consequências significativas para empresas chinesas e estrangeiras.

A China exerce controles amplos sobre a Internet e está tentando colocar isso em lei. Legislações no país normalmente precisam passar por múltiplas leituras e propostas antes de serem adotadas.

O esboço atual, apresentando a uma comissão do Congresso Nacional do Povo, exige que os operadores de rede cumpram regras sociais morais e aceitem supervisão do governo e do público, afirmou a agência estatal de notícias Xinhua.

A proposta também reitera que dados pessoais de chineses, bem como “importantes dados corporativos”, precisam ser armazenados na própria China. Quem tiver interesse em fornecer essa informação ao exterior enfrentará avaliação de segurança do governo.

O parlamento chinês ainda não publicou a segunda versão da proposta da lei de cibersegurança e não ficou claro quando ela poderá ser aprovada.

Autoridades chinesas afirmam que restrições à Internet, incluindo bloqueio de sites populares como Google e Facebook, são necessárias para garantir segurança contra crescentes ameaças como terrorismo.

A primeira versão da proposta da lei de cibersegurança, publicada há mais de um ano, ampliou a proteção de dados dos usuários ante hackers e grupos de revenda de dados, mas também aumentou os poderes do governo em acessar e bloquear a disseminação de registros privados que a legislação chinesa considera como ilegal.