BANCÁRIOS – CEARÁ: NENHUMA CONFIANÇA NA BUROCRACIA GOVERNISTA DA CUT/CTB!

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Publicado sábado, 18 de junho de 2011 as 03:10, por: cdb

Por Liga Bolchevique Internacionalista 18/06/2011 às 00:41

A construção de uma alternativa de direção combativa no sindicato e na nossa campanha salarial deve ser forjada a partir de uma nítida delimitação classista, que tenha como principal divisor de águas a total independência política em relação aos banqueiros e ao governo Dilma, assim como da própria burocracia sindical traidora da CUT e da CTB

CONTRIBUIÇÃO DO MOB AO ENCONTRO ESTADUAL DOS BANCÁRIOS – CEARÁ

NENHUMA CONFIANÇA NA BUROCRACIA GOVERNISTA DA CUT/CTB!

No dia 18 de junho ocorrerá o Encontro Estadual dos Bancários do Estado do Ceará. Nossa campanha salarial está começando. A burocracia governista da CUT/CTB deu o ponta-pé inicial da campanha salarial da mesma forma artificial e antidemocrática de anos anteriores. Iniciou-se nacionalmente uma consulta fajuta à base, através de um questionário casuístico que, posteriormente servirá à burocracia sindical para legitimar sua pauta rebaixada, conferindo-lhe falsamente uma cobertura democrática, uma vez que sua “pauta” seria produto das “sugestões” da base da categoria.

O passo seguinte também já está em andamento com a preparação dos Congressos nacionais dos bancos públicos como o Banco do Brasil, CEF e BNB, previstos para os dias 09 e 10 de julho, cujos delegados são eleitos sob critérios e instâncias nada democráticos. Depois, o processo será coroado com a realização das conferências regionais viciadas das federações como a da FETEC-NE que elegerão os delegados de “confiança” da burocracia para a Conferência nacional da CONTRAF/CUT que tem como objetivo aprovar e enfiar goela abaixo da categoria a farsa da estratégia da Mesa “Única” da Fenaban e uma pauta rebaixada para a campanha salarial de 2011.

A organização da base da categoria sob uma orientação classista e independente é fundamental para derrotar a pelegada sindical que sabota a vontade da base, inclusive cassando qualquer resquício de democracia nas assembleias de base.

Nós, do MOB-CE, que intervimos no MNOB e na recém-fundada Frente Nacional Bancária de Oposição (FNBO), estamos pela defesa de uma campanha salarial unificada, com a construção de uma Mesa Única de bancos públicos para obrigar o governo Dilma que se esconde atrás da Fenaban a conceder a mesma política salarial para o setor público (BB, CEF, BNB, BASA e federalizados).

A farsa da mesa da Fenaban mostrou-se ano após ano um instrumento de derrota e serviu como forma de evitar que o governo, patrão dos bancos públicos, fosse colocado em xeque. Não podemos ser ludibriados novamente com a estratégia da mesa única da Fenaban, nem com as negociações permanentes por banco, meras mesas específicas de “enrolação”. Também, não podemos aceitar os índices rebaixados, nem dividir os bancários em luta com assembleias específicas por banco.

Portanto, chamamos os ativistas classistas e combativos a participarem dos encontros e assembleias de base, defendendo propostas que potenciem a luta para denunciar a política de colaboração de classes da burocracia, subtraindo-lhe o controle da campanha salarial e colocando-a sob o controle real da base. Por isso, defendemos, diante da existência de diversas pautas (Contraf, Contec, Mnob), a convocação de um Encontro nacional de base da categoria, massivo, ampla e democraticamente convocado para discutir e aprovar nossa pauta de reivindicações, subtraindo da Contraf-CUT o monopólio dessa decisão. Também é fundamental retomar os históricos métodos de luta unitária da classe, como as assembleias unitárias da categoria, sem divisão por banco, assembleias entre categorias que estão em luta, os piquetes radicalizados e não terceirizados, paralisações em setores estratégicos, eleição de comandos de base, etc.

A construção de uma alternativa de direção combativa no sindicato e na nossa campanha salarial deve ser forjada a partir de uma nítida delimitação classista, que tenha como principal divisor de águas a total independência política em relação aos banqueiros e ao governo Dilma, assim como da própria burocracia sindical traidora da CUT e da CTB. Esta política constitui-se a chave para a ruptura da blindagem burocrática e a consequente conversão em vitórias do latente potencial de luta dos bancários e trabalhadores de modo geral.

* POR UMA CAMPANHA SALARIAL UNITÁRIA COM ASSEMBLÉIAS UNIFICADAS E NÃO DIVIDIDAS POR BANCO!
* PELA MESA ÚNICA DOS BANCOS PÚBLICOS JÁ!
* PELA REPOSIÇÃO DAS PERDAS SALARIAIS!
* POR AUMENTO SALARIAL E ISONOMIA JÁ!
* POR UM ENCONTRO NACIONAL DE BASE AMPLO E MASSIVO PARA APROVAR A PAUTA E A ESTRATÉGIA DA CAMPANHA!
* ESTABILIDADE NO EMPREGO E REINTEGRAÇÃO DOS DEMITIDOS!
* PELA ELEIÇÃO DE DELEGADOS SINDICAIS NOS BANCOS PRIVADOS!
* PELA ELEIÇÃO DO COMANDO DE BASE DA CAMPANHA!

MOVIMENTO DE OPOSIÇÃO BANCÁRIA-CE
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