Bacharelados interdisciplinares colocam universidades brasileiras em destaque

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Publicado quinta-feira, 21 de maio de 2015 as 14:38, por: cdb
Esse modelo é visto como uma solução futura para a educação superior
Esse modelo é visto como uma solução futura para a educação superior

Durante painel sobre educação superior no Fórum Mundial de Educação, realizado em Incheon, Coreia do Sul, as universidades federais brasileiras do ABC (UFABC) e do Sul da Bahia (UFSB) ganharam destaque. A partir do modelo bem-sucedido nas duas instituições, o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, explicou que o Brasil acredita na importância dos bacharelados interdisciplinares.

Esse modelo é visto como uma solução futura para a educação superior, na opinião do ministro. “Algumas áreas, como saúde e engenharia, precisam ser bem rígidas. Mas há cursos em que podemos investir nos bacharelados interdisciplinares”, explicou Janine Ribeiro.

Em sua fala nesta quarta-feira, 20, o ministro ainda lembrou que, há 12 anos, o Brasil tinha cerca de 3 milhões de estudantes no ensino superior. Com as políticas bem sucedidas de expansão e democratização do ensino superior, o país foi capaz de atingir o número atual de mais de 7 milhões de matrículas.

O esforço do Brasil para aumentar a modalidade do ensino a distância foi outro ponto tocado. Entre as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), há estratégias que usam essa modalidade para melhoria dos números da educação no país.

Um dos palestrantes da tarde desta quarta-feira foi o físico israelense Dan Shechtman, prêmio Nobel de Química em 2011. Ele considera importante que as universidades formem mais engenheiros e profissionais da área de tecnologia e inovação. Vale lembrar que, entre os cursos mais procurados por alunos que utilizam o Fies, estava justamente a engenharia.

O pesquisador ainda falou sobre a importância do inglês como língua universal para expandir as pesquisas de ciência no mundo. “Os países podem manter a língua local, mas na ciência é preciso falar inglês”, disse Shechtman. “Para encorajar as pessoas a quer ser cientistas, comece cedo. Nos primeiros anos escolares”, concluiu o físico israelense, que desenvolve um projeto em 60 escolas com treinamento de professores para ensinar ciências desde cedo e tornar a área atrativa.

O Fórum Mundial da Educação é promovido pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

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