Avião de combate marroquino de coalizão saudita desaparece no Iêmen

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Publicado segunda-feira, 11 de maio de 2015 as 12:19, por: cdb
O canal de notícias oficial dos houthis, Al-Maseera, disse nesta segunda-feira que armas antiaéreas derrubaram um F-16 na área remota de Wadi Nashour
O canal de notícias oficial dos houthis, Al-Maseera, disse nesta segunda-feira que armas antiaéreas derrubaram um F-16 na área remota de Wadi Nashour

 

Um avião de combate F-16 marroquino, que faz parte das forças lideradas pela Arábia Saudita realizando ataques aéreos no Iêmen, está desaparecido, disse o Exército do Marrocos nesta segunda-feira, enquanto rebeldes houthis aliados do Irã no Iêmen e forças sauditas trocaram fogo na fronteira entre os países.

O desaparecimento do jato marroquino e a intensa troca de disparos de artilharia e foguetes podem pôr em risco uma trégua humanitária de cinco dias na guerra civil do Iêmen, prevista para começar na terça-feira.

Apoiada por Washington, a coalizão liderada pela Arábia Saudita tem bombardeado os rebeldes houthis e unidades do exército leal ao ex-presidente iemenita Ali Abdullah Saleh desde 26 de março, com a intenção de restaurar o presidente exilado Abd-Rabbu Mansour Hadi no poder.

Os laços dos houthis com o Irã agitaram os árabes do Golfo Pérsico, e os rebeldes continuam sendo a força dominante no empobrecido e caótico Iêmen, aumentando as preocupações com a segurança da Arábia Saudita, maior exportador de petróleo do mundo, logo ao lado.

O Marrocos é um dos oito Estados árabes que se juntaram à Arábia Saudita na intervenção militar contra os avanços houthis e tem F-16 estacionados nos Emirados Árabes Unidos (EAU). “Um dos F-16 das Forças Reais Armadas colocado à disposição da coalizão liderada pela Arábia Saudita para restaurar a legitimidade do Iêmen desapareceu no domingo”, disse o Exército marroquino em comunicado.

O canal de notícias oficial dos houthis, Al-Maseera, disse nesta segunda-feira que armas antiaéreas derrubaram um F-16 na área remota de Wadi Nashour, na província de Saada, fortaleza houthi que faz fronteira com a Arábia Saudita. O canal não deu detalhes e foi impossível verificar as afirmações, uma vez que as linhas de telefone não estão funcionando em toda a área afetada pela guerra.