Aumenta pressão para que Argélia encontre turistas desaparecidos

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Publicado sábado, 10 de maio de 2003 as 16:04, por: cdb

Os governos europeus estão cada vez mais impacientes com os esforços da Argélia para encontrar 31 turistas que desapareceram no deserto do Saara entre o final de fevereiro e o início de março, afirmaram diplomatas neste sábado.

O governo argelino declarou no último fim de semana estar em contato com os rebeldes armados que, acredita-se, estariam mantendo os turistas como prisioneiros. Os europeus desapareceram enquanto viajam em sete grupos separados pelo sul do país africano, território conhecido pela atuação de grupos criminosos.

Mas, numa confusa reviravolta, o governo negou o contato na última terça-feira (6) e disse que não há qualquer negociação para libertar os 15 alemães, 10 austríacos, 4 suíços, um holandês e um sueco.

– Estamos recebendo dados esparsos, mas as autoridades nos forneceram pouquíssimas informações concretas na última semana -, disse um diplomata argelino. “Alguns (governos) estão ficando impacientes”.

Cerca de 5 mil soldados fazem buscas no vasto Saara argelino, que tem o tamanho da França. Aviões e helicópteros militares, equipados com visão noturna, também estão sendo usados.

Jornais locais noticiaram neste sábado que um funcionário do Ministério do Exterior da Suíça foi a Argel para pressionar as autoridades locais a encontrarem os dois casais suíços.

– É importante receber um sinal claro de que os esforços da Argélia continuam -, disse uma autoridade suíça ao jornal Le Quotidien d’Oran.

A Alemanha e a Áustria também já pediram que a Argélia faça o máximo para garantir a libertação dos turistas.

Outro diplomata europeu disse acreditar que a Argélia ainda está em contanto com o grupo que mantém os turistas. “Estou confiante de que será encontrada uma solução”.

Segundo notícias do início da semana, os turistas estariam em grupos separados nas províncias de Illizi e Tamanrasset, áreas de difícil acesso por estrada.

A Argélia espera que os desaparecimentos não prejudiquem o turismo no país, que cresceu no último ano, acompanhando o declínio da violência ligada a rebeldes islâmicos.