Ativistas pedem que Israel não bloqueie novo comboio para Gaza

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Publicado segunda-feira, 30 de maio de 2011 as 16:55, por: cdb

Ativistas pedem que Israel não bloqueie novo comboio para GazaLegenda:Ativistas pró-palestinos se unem para lembrar o incidente do barco Mavi Marmara em Istambul, Turquia. (reuters_tickers)

Por Daren Butler

ISTAMBUL (Reuters) – Ativistas pró-palestinos disseram na segunda-feira a Israel para não interferir no comboio de auxílio programado para chegar a Gaza no fim de junho, quase um ano depois que soldados israelenses atacaram um navio de ajuda humanitária matando oito turcos e um turco-americano.

Em uma entrevista coletiva no deque do Mavi Marmara, barco onde aconteceu o confronto em 31 de maio de 2010, a coalizão de 22 grupos de ativistas pediu para que os governos garantam que o incidente não aconteça novamente.

O chefe da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, pediu aos governos que desencorajassem os ativistas e as tentativas de envio de um novo comboio. A Turquia explicou a eles os riscos de tentar quebrar o bloqueio naval de Israel em Gaza, mas ressaltou que a segurança do comboio estava fora do controle governamental.

Gaza é controlada pelo Hamas, que defende a destruição de Israel e é vista como um grupo terrorista por potências ocidentais, incluindo os Estados Unidos e a União Europeia. Israel diz que bloqueia Gaza para impedir a importação de armas.

“Eles não vão atacar. Não acreditamos que eles vão repetir o mesmo erro gigantesco contra a humanidade”, disse Huseyin Oruc, porta-voz da entidade de caridade islâmica turca IHH. Os ativistas fizeram um minuto de silêncio em homenagem aos mortos em 2010.

“Será o Mavi Marmara, será um barco da paz e os outros 14 barcos também serão navios da paz”, disse na coletiva.

Em entrevista à Reuters na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, disse que o ônus está sobre Israel para evitar que o banho de sangue se repita, acrescentando que o país deveria acabar com o bloqueio ilegal que deixa 1,5 milhão de palestinos vivendo no enclave.

(Reportagem de Dan Williams, em Jerusalém)

Reuters