Atividade e palestra transmitem informações sobre Parkinson

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Publicado quarta-feira, 4 de abril de 2012 as 14:28, por: cdb

Atividade e palestra transmitem informações sobre Parkinson

04/04/2012 – 17:16

  

 

Ana Carolina Menani

 

Quem costuma praticar exercícios físicos no Parque das Aguas, no bairro Parque Jambeiro, teve a oportunidade de obter informações a respeito de uma doença que atinge, em sua maioria, pessoas com idade em torno dos 60 anos: a doença de Parkinson.

 

Cerca de 40 pessoas participaram de atividades e palestra no local, na manhã desta quarta feira, dia 4 de abril, promovidas pela Associação Campinas Parkinson e pela Secretaria Municipal de Saúde, durante a abertura da Semana Internacional do Parkinson.

 

O Parkinson é uma doença degenerativa crônica e progressiva. Ela ocorre devido à perda de neurônios do Sistema Nervoso Central (SNC), em uma região conhecida como substância negra. Essas células são responsáveis por produzir uma substância chamada dopamina, que conduz as correntes nervosas (neurotransmissores) ao corpo.

 

Segundo o vice presidente da Associação Campinas Parkinson, Omar Abel Rodrigues, a tendência das pessoas que descobrem ser portadoras da doença, é se esconder em casa por vergonha de comentar com alguém a respeito dos tremores, entre outros sintomas. “Eu mesmo levei cerca de dois anos para aceitar essa situação. Aí descobri a Associação, acabei me envolvendo e hoje estou aqui, tentando ajudar outras pessoas”, lembra Omar.

 

A palestrante e presidente da Associação, Dalva Molnar, alerta para a importância da divulgação da doença entre a população. Além da palestra, ela usou da fábula de Chapeuzinho e o Lobo Mau, para fazer uma analogia com relação ao medo do paciente (Chapeuzinho) diante da doença (Lobo Mau) até então “desconhecida”. “O conhecimento é parte do tratamento, conhecendo a doença vai se saber como tratá-la e enfrentá-la da melhor maneira”, explica Dalva.

 

Tratamento

 

A doença de Parkinson não tem cura. No entanto deve ser tratada com medicamentos. A recomendação da Valéria Figueiredo, coordenadora da Póliclínica III, é de que o paciente procure um centro de saúde logo que identificado seus sintomas – começa a apresentar uma rigidez muscular (por conta da tensão anormal dos músculos), tremores, alteração postural (tendência à curvatura da cabeça e do tronco para frente), lentidão de movimentos, desequilíbrios. O clínico fará uma avaliação, podendo encaminhar a pessoa a um neurologista, para tratamento.

 

Outra orientação é que o paciente mantenha o hábito de se exercitar regularmente, praticando ginástica, alongamentos, musculação, entre outros, pois os exercícios acabam por fortalecer a musculatura, resultando em uma progressão mais lenta dos sintomas.

 

“Faço atividade física duas horas por dia, todos os dias. Pratico musculação, pilates, alongamento” relata o vice presidente da Associação Campinas Parkinson, de 72 anos, que, apesar de não aparentar – tamanha é a sua disposição -, convive com a doença há 14 anos.