Atitude do Conselho de Segurança é lamentada por jornais americanos

Arquivado em: Arquivo-CdB
Publicado sábado, 8 de março de 2003 as 13:53, por: cdb

A imprensa americana criticou este sábado a “paralisia” do Conselho de Segurança em torno da crise iraquiana, que parece ter se aprofundado depois da última sessão a nível ministerial desta sexta-feira.

O jornal The New York Times criticou o ultimato de 17 de março fixado pelos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Espanha como um prazo muito breve para uma solução efetiva.

No editorial deste sábado, o jornal indicou que o informe do chefe de inspetores de armas destrui as já escassas possibilidades de que Washington obtivesse apoio da ONU para sua resolução que abriria as portas para um conflito militar no Iraque.

“A breve extensão que agora se propõe – até 17 de março – é pouco provável que seja suficiente. Os Estados Unidos e seus aliados deverão oferecer um adiamento mais significativo”, afirma o Times, que, ao mesmo tempo, pediu à França e seus aliados que “ofereçam algo mais construtivo do que uma ameaça de veto”.

O jornal conservador The Washington Times, enquanto isso, lamentou a “paralisia” na ONU.

“O Conselho de Segurança está se tornando irrelevante quando se trata de desarmar Saddam Hussein”, indicou o jornal. “É hora de Bush e o resto de sua coalizão aliada atuarem sozinhos”.

Com artigos intitulados “O informe de Blix sobre o Iraque aprofundou a ruptura na ONU” e “Novamente acordo sobre o Iraque, mas não sobre o que fazer a respeito”, o Washington Post informou que o chefe dos inspetores de armas Hans Blix mais uma vez reforçou as já profundas divisões entre os 15 membro do Conselho.