Atentado suicida na Caxemira deixa 22 mortos e marca a volta do terror à Índia

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Publicado segunda-feira, 1 de outubro de 2001 as 21:01, por: cdb

Um atentado suicida contra o parlamento de Caxemira, cuja responsabilidade foi atribuída a extremistas muçulmanos, causou 22 mortes e se tornou esta segunda-feira o último episódio do surto de violência registrado neste território disputado por Índia e Paquistão, depois dos atentados nos Estados Unidos.

Mais de cem pessoas morreram nos últimos quatro dias em confrontos ou atentados com bomba imputados aos separatistas muçulmanos, que lutam para tomar da India o controle de seu único estado de maioria muçulmana.

Um grupo com base no Paquistão, o Jaish e Mohammed, assumiu a autoria do ataque contra o parlamento regional, que causou ainda dezenas de feridos.

Um paquistanês fez explodir um carro-bomba diante do edifício em um atentado suicida, enquanto homens armados fizeram disparos no interior do prédio, assegurou o grupo.

O incidente se registra num momento em que Paquistão e Índia, adversários regionais, decidiram cooperar com os Estados Unidos depois dos atentados de 11 de setembro em Nova York e Washington.

A Índia afirma que numerosos rebeldes de Caxemira são afegãos ou receberam treinamento no Afeganistão.

Alguns podem ter sido chamados pelos talibãs ante a iminente ofensiva dos Estados Unidos para capturar Osama bin Laden, principal suspeito dos ataques terroristas.

Mas os principais grupos que atuam em Caxemira negaram as acusações indianas. E depois de uma rápida trégua que se seguiu aos atentados de 11 de setembro, os choques em Caxemira foram reiniciados.

Um dos principais grupos separatistas, o Lashkar e Taiba, advertiu na semana passada que lançaria novos ataques suicidas contra objetivos indianos se Nova Délhi tentasse aproveitar a situação internacional para intensificar suas operações em Caxemira.