Atentado deixa 15 mortos e dezenas de feridos no Paquistão

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Publicado quinta-feira, 25 de dezembro de 2003 as 13:14, por: cdb

O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, foi alvo da segunda tentativa de assassinato em menos de um mês, em um atentado que matou pelo menos 15 pessoas e feriu dezenas. O presidente escapou ileso, apesar de seu carro ter sido danificado. O pára-brisa da limusine foi atingido.

Segundo o Ministério do Interior, dois terroristas suicidas em dois carros tentaram se aproximar do comboio em que Musharraf viajava, em uma estrada da cidade de Rawalpindi. Os dois explodiram.

As informações preliminares eram de que o comboio passara minutos antes de uma explosão, mas o governo informou mais tarde que três carros, inclusive a limusine do presidente, foram danificados. Pelo menos 46 pessoas ficaram feridas.

– Foi uma tentativa de assassinato – disse o ministro da Informação, Rasheed Ahmed. – Dois terroristas suicidas em dois carros tentaram atingir o veículo do presidente. Deus o salvou. Três carros da comitiva, inclusive o do presidente, foram danificados.

Musharraf escapou de outra bomba no dia 14 de dezembro. Autoridades suspeitam que extremistas islâmicos estavam por trás do primeiro ataque. Há dois anos, o presidente comprometeu-se a reprimir os radicais no país, como parte de sua contribuição para a guerra contra o terrorismo liderada pelos Estados Unidos.

O governo disse que ainda era cedo para apontar possíveis responsáveis pelo novo ataque. A lista de inimigos de Musharraf é longa.

Ele irritou os militares ao deixar de apoiar o regime Talibã no Afeganistão, prender centenas de membros da rede terrorista Al-Qaeda, de Osama Bin Laden, desde os ataques de 11 de setembro de 2001 aos Estados Unidos, e reprimir outros grupos internos.

O ataque desta quinta-feira ocorre um dia depois de Musharraf chegar a um acordo com uma coalizão política islâmica de linha-dura, que faz oposição a seu governo, para abdicar do cargo de chefe do Exército no fim de 2004, resolvendo um assunto que vinha praticamente paralisando o parlamento.

O acordo prevê que o presidente continue no poder até 2007, embora o enfraquecimento das relações com os militares possa vir a abalar sua posição.


O ministro da Informação, Rashid Ahmed, afirmou que o vidro traseiro da limousine presidencial chegou a ser atingido, mas Musharraf não ficou ferido.