Atenções do Mundo estão voltadas para reunião em Açores

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Publicado domingo, 16 de março de 2003 as 11:58, por: cdb

Os líderes de Estados Unidos, Grã-Bretanha, Espanha e Portugal se reúnem neste domingo no arquipélago dos Açores a fim de discutir o que está sendo chamado de um último esforço para obter um consenso no Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o Iraque.

Horas antes da reunião, o presidente da França, Jacques Chirac, disse que seu país poderia analisar um cronograma de 30 dias para que os inspetores de armas da ONU terminem sua missão em território iraquiano.

Em entrevista exclusiva a Christiane Amanpour, transmitida pela CNN e no programa“60 Minutes”, da rede CBS, Chrica disse que a França não teria objeções a fazer se os inspetores de armas puderem trabalhar mais 30 dias.

Até esta semana, a França defendia um prazo de 120 dias para o encerramento das atuais inspeções, que haviam sido iniciadas em novembro do ano passado.

Os comentários de Chirac foram divulgados enquanto o presidente norte-americano George W. Bush, o primeiro-ministro britânico Tony Blair, o chefe de governo espanhol José Maria Aznar seguiam para Açores a fim de discutir os seus próximos passos na crise, que poderiam incluir uma decisão de não pôr em votação, no Conselho de Segurança, uma nova resolução sobre o Iraque.

Juntamente com os três líderes na cúpula, na Ilha Terceira, estará o primeiro-ministro de Portugal, José Manuel Durão Barroso, que apoiou a abordagem anglo-norte-americana do desarmamento iraquiano.
O secretário britânico das Relações Exteriores, Jack Straw, disse que uma guerra contra o Iraque era, agora, “muito mais provável” do que antes.

E Bush, em seu discurso semanal pelo rádio, disse no sábado que “dias cruciais viriam para as nações livres do mundo”.

Straw também declarou que embora uma nova resolução na ONU fosse preferível, a Grã-Bretanha acredita que tem “total autoridade legal” sob as resoluções existentes para levar adiante uma guerra contra o Iraque.

Neste domingo, Azar disse, por sua vez, que a Espanha acredita que uma nova resolução não seja legalmente necessária.

“Mais uma resolução seria politicamente desejável”, declarou. “Mas, do ponto de vista legal, não é indispensável”.

A assessora norte-americana de Segurança Nacional Condoleezza Rice, em entrevista ao canal de televisão árabe Al-Jazeera, declarou: “A cúpula é um último esforço para ver se conseguimos convencer as pessoas a assumir as suas responsabilidades”.