Ataques provocaram muitos danos ao EI, diz general francês

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Publicado domingo, 22 de novembro de 2015 as 10:28, por: cdb

Por Redação, com ABr – de Paris:

O chefe do Estado Maior do Exército francês garantiu neste domingo que o último ataque aéreo da França contra posições do Estado Islâmico na Síria provocou muitos danos, mas alertou que a guerra vai ser longa.

– Provocamos muitos danos consideráveis. Isso é o que se vê por meio dos nossos meios de inteligência – disse o general Pierre de Villiers em entrevista ao semanário francês Journal du Dimanche, citado pela agência France Presse.

O último ataque aéreo da França contra posições do Estado Islâmico na Síria provocou muitos danos
O último ataque aéreo da França contra posições do Estado Islâmico na Síria provocou muitos danos

Cerca de 60 bombas francesas, lançadas entre o dia 15 deste mês e a última terça-feira na localidade de Al Raqa, considerada o feudo dos jihadistas na Síria, tinham como objetivo campos de treino e centros de comando.

Os ataques foram feitos levando em conta o critério muito importante de proteger a população.

– Quando se atinge um inocente, cria-se uma insurreição adicional que é contraproducente,  afirmou o general.

Pierre de Villiers explicou que destruir a infraestrutura de um país “não é a melhor maneira de ganhar a confiança da população, algo que é um fator-chave”, e esclareceu que os bombardeios contra poços de petróleo buscam debilitar financeiramente a organização jihadista.

A chegada à região, neste fim de semana, do porta-aviões Charles de Gaulle significará para os franceses “mais-valia operacional”, porque vai triplicar a sua capacidade de tiro, com 38 aviões no total.

Villiers advertiu que não haverá vitória militar “a curto prazo” e insistiu que um inimigo não se destrói com bombardeios aéreos, mas sim em terra, com esse tipo de apoio.

– Todos sabem que, no final, o conflito será ganho pela via diplomática e política. Ganhar a guerra será bom, mas não será suficiente. A guerra deve ser travada em conjunto – acrescentou o general, lembrando que, apesar das diferentes perspectivas internacionais, há um inimigo comum que é o “islamismo radical” da organização.

Novos atentados na França

Em um vídeo divulgado na Internet, o grupo extremista Estado Islâmico voltou no sábado a ameaçar a Europa, especialmente a França, com a realização de novos atentados, como os que ocorreram em 13 de novembro, em Paris, e custaram a morte de 130 pessoas, além de mais de 350 feridos.

O vídeo mostra uma cena em que a Torre Eiffel, um dos maiores símbolos franceses, e principalmente da capital, Paris, aparece caída, segundo um grupo de monitoramento de ameaças terrorista intitulado Site.

Na gravação, aparecem ainda dois extremista do Estado Islâmico, aparentemente de origem francesa, na província síria de Alepo, um dos redutos do grupo, elogiando os ataques a Paris e incitando os muçulmanos da França e do mundo inteiro a praticar atos semelhantes.

Nos ataques de 13 de novembro, em pontos diferentes de Paris, os extremistas abriram com fuzis num restaurante onde centenas de pessoas estavam, detonaram três bombas perto do estádio onde a seleção francesa de futebol jogava com a Alemanha e fizeram reféns numa sala de concertos.

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