Ataques matam nove soldados afegãos

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Publicado sábado, 25 de setembro de 2004 as 14:23, por: cdb

Militantes, supostamente membros do Taliban, lançaram uma série de ataques contra postos de segurança no sul do Afeganistão no sábado, matando nove soldados, disse uma autoridade.

Os ataques aconteceram no mesmo dia em que o chefe das forças lideradas pelos Estados Unidos no Afeganistão alertou que o Taliban e seus aliados da Al Qaeda estavam intensificando os planos de desestabilizar as eleições presidenciais programadas para o dia 9 de outubro.

Haji Mohammad Wali, porta-voz do governo da província de Helmand, disse que um número indefinido de homens armados atacou três postos de segurança na estrada entre Girishk, no sul da província, e Delawar, no oeste da província de Farah.

Três soldados morreram no primeiro ataque, seis no segundo, e o terceiro terminou sem vítimas.

Wali culpou “os inimigos do Afeganistão” pelos ataques, uma frase usada para se referir aos remanescentes da milícia do Taliban, que se opõe às eleições no país.

Um porta-voz do Taliban disse que milicianos de guerrilhas foram responsáveis pelos ataques, e que 15 soldados do governo foram assassinados e dois capturados.

Mais de 17 mil soldados dos EUA e de outros países estão lutando contra os insurgentes.

Os combatentes do Taliban também foram relacionados a um ataque contra o helicóptero do presidente Hamid Karzai ¿um dos favoritos para vencer os outros 17 candidatos na eleição¿ durante uma visita aos arredores de Cabul no começo deste mês.

O tenente-general David Barno, comandante das forças dos EUA no país, disse em uma entrevista à imprensa em Cabul que a revolta estava sendo liderada por uma “pequena minoria”.

“Nosso desafio é alcançar o nível de determinação mostrado diariamente pelos nossos anfitriões, o povo do Afeganistão”, afirmou ele.

O fato de que mais de 10 milhões de afegãos se registraram para votar ¿mais de 40 por cento, mulheres¿ mostra, segundo Barno, que o país deseja realmente a paz e a democracia.

“Os ataques terroristas vão continuar e, muito provavelmente, vão aumentar com a proximidade das eleições”, disse ele.

“Nós podemos e devemos continuar firmes, refletindo a coragem do povo do Afeganistão, quando eles escolherem seu próprio futuro nas urnas e não com uma arma.”