Ataques contra polícia do Paquistão matam 31

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Publicado quinta-feira, 15 de outubro de 2009 as 13:35, por: cdb

Militantes lançaram na quinta-feira vários ataques no Paquistão, matando 31 pessoas depois de uma semana de violência que deixou mais de cem mortos. Os ataques à polícia em Lahore, capital da província do Punjab, e um carro-bomba em Kohat, no noroeste do país, coincidem com rumores sobre uma ofensiva militar contra o Talebã na região do Waziristão do Sul, fronteira com o Afeganistão.

Mais tarde, a explosão de um carro bomba ativado por controle remoto num bairro habitado por funcionários públicos em Peshawar (noroeste) matou uma criança e feriu cerca de 12 pessoas, segundo a imprensa e um membro da equipe de resgate. A causa ainda não foi esclarecida.

Os incidentes, dias depois de um ousado ataque contra a sede do Exército em Rawalpindi, salientam o risco representado por militantes no Punjab, a província mais importante do país em termos políticos e econômicos.

– Primeiro a província da Fronteira (Noroeste) esteve na linha de frente, agora eles estão fazendo seus jogos no Punjab – disse o ministro do Interior, Rehman Malik, a uma TV.

O governo diz que a maioria dos atentados no país é tramada no Waziristão do Sul pelo Talebã, eventualmente com a ajuda de grupos militantes do Punjab.

Os EUA pressionam o Paquistão para que reprima a militância islâmica, num momento em que Washington cogita o envio de reforços para o vizinho Afeganistão.

Dez pistoleiros, alguns deles adolescentes, foram mortos nos ataques a três delegacias de polícia em Lahore. Sete pessoas, inclusive um militante armado, foram mortos na sede regional da Agência Federal de Investigações. Um militante fugiu, e outro foi preso, segundo autoridades.

Em março do ano passado, um carro-bomba no mesmo local matou 21 pessoas. Os militantes também atacaram dois centros de treinamento de policiais, um dos quais já havia sido alvo neste ano.

Onze policiais, seis deles recrutas, e quatro pistoleiros morreram no centro de treinamento de Manawa, segundo a polícia. Três militantes se explodiram.

Na outra academia, um policial, um civil e cinco atiradores morreram. Três homens-bomba morreram na explosão, e dois outros, sendo um com cerca de 16 anos, foram abatidos por franco-atiradores, segundo a polícia.