Ataque a prédio da ONU na Nigéria mata pelo menos 18

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Publicado sexta-feira, 26 de agosto de 2011 as 09:40, por: cdb

Ataque a prédio da ONU na Nigéria mata pelo menos 18Legenda:Local de explosão que destruiu escritórios da ONU na capital da Nigéria, Abuja. (reuters_tickers)

ABUJA (Reuters) – Uma bomba explodiu nesta sexta-feira no prédio da Organização das Nações Unidas em Abuja, capital da Nigéria, causando a morte de mais de 18 pessoas, informou a Cruz Vermelha.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon condenou o ataque e disse que o número de vítimas deve ser grande.

“Ainda não temos um número preciso de vítimas, mas provavelmente será considerável”, disse ele, acrescentando que o edifício abrigava 26 agências da ONU, na área humanitária e de desenvolvimento.

“Diversas pessoas estão sendo levadas a diferentes hospitais, por isso não estamos certos quanto ao número de mortos. São pelo menos 18”, declarou o comissário de polícia Mike Zuokumor.

Anteriormente um porta-voz da Cruz Vermelha disse à Reuters que a instituição havia registrado 16 mortos e levado 11 feridos ao hospital.

Segundo fontes de segurança e testemunhas, um carro bateu contra o edifício e explodiu, em um ataque similar à sede da polícia de Abuja, em junho, cuja autoria foi assumida pelo Boko Haram, um grupo radical islâmico nigeriano. Cerca de 400 pessoas trabalham em agências da ONU alocadas no prédio, que teve partes seriamente danificadas.

Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo atentado. No entanto, uma fonte no setor de segurança nigeriano afirmou que se suspeita do grupo radical islâmico Boko Haram.

A Nigéria tem sido alvo de uma onda de atentados por parte do Boko Haram, cujo nome significa “A educação ocidental é pecaminosa”, no idioma hausa, falada no norte do país. Quase diariamente o grupo está por trás de atentados e tiroteios, na maioria tendo como alvo a polícia na região norte do país.

Na quinta-feira um atentado do Boko Haram contra uma delegacia de polícia e ataques a bancos numa cidade no nordeste do país deixaram 12 mortos, incluindo um policial e um soldado.

Reuters