Assembleia dos metroviários de SP aceita proposta e cancela greve

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Publicado quarta-feira, 24 de outubro de 2012 as 15:03, por: cdb

Assembleia dos metroviários de SP aceita proposta e cancela greveA assembleia realizada ontem (23) pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo aceitou a proposta do Metrô de reajuste do pagamento da participação nos resultados e cancelou a greve que estava marcada para esta quarta-feira. Os trabalhadores reuniram-se após audiência com a empresa no Tribunal Regional do Trabalho. As reivindicações de jornada de trabalho e a equiparação serão negociadas nos próximos trinta dias.

Da Redação

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São Paulo – A assembleia realizada ontem (23) pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo aceitou a proposta do Metrô de reajuste do pagamento da PR (participação nos resultados) e cancelou a greve que estava marcada para hoje. Os trabalhadores reuniram-se após audiência com a empresa no TRT (Tribunal Regional do Trabalho).

Entre as mudanças na política de pagamento, está a retirada de uma medida que privilegiava chefias no pagamento da PR. Enquanto a proposta do sindicato era de divisão igualitária dos lucros entre todos os funcionários, os empresários propuseram que o valor da PR seja de R$ 3.251,15 mais 40% do salário nominal, o que assegura o valor mínimo de R$ 4.140,63 – a empresa pretendia pagar 80% do salário nominal a um grupo de 400 chefias.

As reivindicações de jornada de trabalho e a equiparação serão negociadas nos próximos trinta dias. Conforme disse na assembleia o presidente do Sindicato, Altino de Melo Prazeres Júnior, há trabalhadores desempenhando as mesmas funções mas recebendo salários e com cargas horárias diferentes.

Para Sérgio Renato da Silva Magalhães, vice-presidente do Sindicato, “as propostas do Metrô não são boas, mas pensamos muito no usuário. E como a greve dos metroviários é um instrumento muito forte e estamos próximos a uma eleição, preferimos acumular forças para a campanha salarial do ano que vem”.

Nas últimas semanas, como noticiou a Carta Maior, os trabalhadores denunciaram a “política elitista” de distribuição dos lucros por meio da qual um assessor da presidência do Metrô (cujo salário é superior a R$ 20 mil) recebe uma participação nos resultados quatro vezes maior do que a adquirida por um funcionário cuja renda é de R$ 1.225,51 ao mês e reivindicaram a diminuição da jornada de trabalho para 36 horas semanais.